Diante da melhora nos índices da pandemia em Santa Catarina, o Governo do Estado estuda a publicação de decreto que flexibiliza a utilização de máscaras de proteção individual. As regras estão sendo elaboradas e deverão ser levados em conta, principalmente, os índices de vacinação. O decreto somente será editado a partir da revogação da Lei Federal nº 14.019/2020, que obriga o uso do equipamento de proteção em todo o território nacional, tanto em ambientes fechados quanto abertos.

A Secretaria de Estado da Saúde está desenvolvendo os regramentos de acordo com as indicações epidemiológicas. “Compreendemos que estamos em um novo momento de enfrentamento à pandemia. O uso de máscaras mostrou sua eficácia. Com a o avanço da vacinação e com nossa população cada vez mais protegida, porém, percebemos que a flexibilização seja possível”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.

Santa Catarina é o segundo estado no ranking de vacinação do país: 76,51% de sua população receberam pelo menos uma dose da vacina e 57,72% têm o esquema vacinal completo. O estado se aproxima da marca de 10 milhões de vacinas aplicadas, sendo que, dessas, 239.762 são doses de reforço.

O secretário André concedeu entrevista ao programa Comando Marconi e apresentou mais detalhes sobre essa possibilidade. Confira na íntegra:

 

Durante a entrevista, o secretário de saúde frisou que o que está sendo tratado é sobre o uso facultativo de máscaras em ambientes abertos. “Eu tenho a expectativa que isso possa acontecer ainda durante o mês de novembro”, afirmou André. O secretário disse que o estado estuda a liberação das máscaras mas analisando todos os critérios necessários diante da pandemia, já que apesar dos números serem promissores, ainda há um patamar de contaminação preocupante, em torno de 6 mil casos ativos por dia em todo o estado.

“Tem uma questão que nos preocupa porque o perfil daquele internado em UTI, o paciente grave, mudou um pouquinho, nós começamos a ter um perfil muito parecido com o início da pandemia, atingindo os mais frágeis e, por consequência, aqueles que tem mais idade”, comentou. André também completou que é devido a isso que Santa Catarina propôs a redução do tempo da aplicação da dose de reforço da vacina contra a Covid-19.

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