Uma reunião para discutir a mudança no projeto de duplicação da SC-108 movimentou a comunidade do bairro Santa Luzia, em Urussanga. A pauta foi a alteração de um trevo bidirecional por um “meio-trevo”, que eliminou o retorno no sentido de Criciúma para Cocal do Sul. Ficou decidido que os municípios e a comunidade vão formar uma comissão representativa para cobrar diretamente o Governo do Estado e o secretário de Infraestrutura. O grupo articulou um pedido urgente de audiência em Florianópolis por meio de lideranças políticas, agendou a entrega de uma ata oficial detalhando o impacto econômico e garantiu uma vistoria presencial do coordenador regional de Infraestrutura, Miro Ghisi, seguida por uma reunião técnica com os vereadores na Câmara.
A apreensão entre moradores, motoristas e empresas locais em relação aos impactos logísticos foi a grande motivação para que a população lotasse o Salão da Igreja do bairro Santa Luzia na noite da última quarta-feira, dia 21. “A gente percebeu que foi descumprido esse acordo e está se realizando simplesmente um trevo com uma mão, que representa o seguinte: a pessoa que está vindo de Urussanga e deseja voltar tem essa possibilidade. Mas quem está vindo de Criciúma e deseja voltar para Criciúma ou para Cocal, não existe essa possibilidade no meio da rodovia, no momento, no projeto atual”, lamentou o empresário da região Eloi Beterli.
O vereador Zé Bis, do PP, esteve no local também e endossou o discurso da população, apontando outros desafios relacionados a presença de veículos mais pesados que podem prejudicar o fluxo. “O fluxo de pessoas é muito grande. E aqui também tem agricultores. Se um agricultor vai com um trator no asfalto, a fila de veículos vai ir daqui para Cocal. A dificuldade de transitar numa pista dessa forma, não tem como, porque no meio da pista vai aqueles blocos de cimento”, especulou o parlamentar. Ouça mais sobre o assunto na reportagem realizada por Bruno Brognoli:
Além disso outras personalidades políticas compareceram ao evento para se posicionar ao lado da sociedade para tratar diretamente com os departamentos responsáveis. “Eu quero dizer que, enquanto município de Urussanga, a gente é solidário. Eu penso que, como sugestão, que a gente forme uma comissão aqui no município e vá conversar diretamente com o secretário de Estado da Infraestrutura. É uma rodovia estadual, não é municipal, então tanto o município de Urussanga quanto de Cocal tem pouca autonomia”, justificou o prefeito em exercício de Urussanga, Renato Bez Fontana (MDB). “Nós temos pressa, temos urgência, porque a duplicação não pode continuar enquanto essas dúvidas e o projeto não for apresentado para a comunidade. E se nós não tivermos uma solução urgente e rápida, nós não vamos aliviar porque somos do mesmo partido do governador ou dos secretários”, complementou o presidente do PL de Urussanga, Rafael Colombo.
Por fim, o prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin (PP), reforçou a necessidade de união entre as comunidades e a necessidade de uma conduta ativa por parte dos municípios. “Cocal do Sul é solidária, afinal de contas, nós somos coirmãos e não podemos fazer isso de forma individual, mas sim como uma sociedade organizada para que resolva os seus problemas, não adianta. Os problemas nossos, nós é que temos que ir atrás para resolver”, disse.
Confira registros do encontro:
Fotos: Bruno Brognoli / Rádio Marconi









































