Falta de documentação e terrenos sem medição oficial estão no topo da lista de desafios enfrentados por herdeiros e proprietários. A constatação é do engenheiro agrimensor e cartógrafo Augusto Sorato, da Soma Topografia. Em entrevista ao Comando Marconi, ele alertou para os riscos de postergar as regularizações imobiliárias. “A falta de medição gera pendências na hora de inventariar, vender, doar ou dividir um imóvel. Muitas vezes, os limites ficam apenas ‘na cabeça’ do patriarca, o que pode resultar em invasões de vizinhos, sobreposições de área e até em disputas judiciais com os confrontantes”, destacou.

De acordo com o especialista, o ponto de partida para blindar o patrimônio familiar contra qualquer conflito futuro é a medição oficial da propriedade. O procedimento serve como base legal indispensável para averbações no registro de imóveis, partilhas e desmembramentos. “A medição é a base de toda e qualquer averbação na matrícula. Vendeu, doou, faleceu um titular ou vai desmembrar, precisa medir. Isso garante que as informações antigas e precárias sejam corrigidas, exigindo inclusive a assinatura de anuência de todos os confrontantes”, explicou Sorato.

Outro ponto destacado é a relevância de realizar a sucessão patrimonial em vida, orientando os proprietários a transferirem os bens de forma planejada. “A gente tem orientado bastante as famílias. O pai falece e os herdeiros travam: precisam fazer inventário, dividir a terra com irmãos ou querem vender, mas não sabem por onde começar. Deixar o imóvel regularizado em vida evita uma bela dor de cabeça e gastos desnecessários”, reforçou. Ouça mais na entrevista completa realizada na Rádio Marconi:

 

Com sede estruturada no Sul de Santa Catarina, a Soma Topografia presta suporte técnico em georreferenciamento e regularização fundiária, garantindo segurança jurídica em inventários, divisões de terras e transações imobiliárias.

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