Dente tratado de canal pode voltar a doer? É possível colocar um implante anos depois de perder um dente? E o bruxismo pode causar dor de cabeça? Essas são algumas das dúvidas frequentes na odontologia e que foram esclarecidas pelo doutor Jorge Henrique Farias Nagel, especialista em implantes e próteses dentárias. O especialista com mais de três décadas de atuação na odontologia participou de entrevista no programa Giro Final. Um dos questionamentos foi sobre a possibilidade de um dente voltar a doer mesmo após o tratamento de canal. Segundo Jorge Nagel, isso pode acontecer quando o procedimento não foi realizado adequadamente, permitindo uma nova contaminação. O dente também pode apresentar cárie ou sofrer uma fratura, mesmo sem sensibilidade ao frio ou ao calor após o tratamento. “No interior do dente tem o canal, que é onde liga a parte da coroa, onde está o nervo ali, até onde está o nervinho passando lá dentro do osso. O tratamento de canal nada mais é do que esvaziar esse canal e preencher com material inerte ali que não vai contaminar. Tu tratou o canal bem feito, o canal bem realizado, é difícil o canal complicar. Mas o canal pode não ter sido bem realizado, não ficar bem condensado, pode recontaminar e reinfeccionar”, explicou.
Outro assunto foi a quebra de dentes. O dentista explicou que a possibilidade de recuperar o fragmento depende do tamanho da fratura e de quais estruturas foram atingidas. Em determinados casos, é possível restaurar o dente ou até mesmo utilizar o próprio fragmento, por meio das técnicas de odontologia adesiva. Nagel também explicou que a perda de um dente há muitos anos não significa, necessariamente, que o paciente não possa realizar um implante. Com a perda do dente, o osso da região passa por um processo de remodelação, mas existem procedimentos que podem ser realizados antes do implante quando há pouca estrutura óssea, como enxertos e levantamento de seio maxilar. “A gente sempre bate nessa tecla: cada caso é um caso diferente, por isso é sempre necessário ir ao consultório, conversar com o profissional”, ressaltou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com o doutor Jorge Nagel. Ouça na íntegra:
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