Cerca de 100 adolescentes participam, ao longo desta semana, de uma ação de prevenção à violência contra a mulher promovida pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Cocal do Sul. A iniciativa, realizada a convite da Secretaria de Saúde, leva ao ambiente escolar informação sobre as diferentes formas de violência, os impactos na saúde mental e, principalmente, como reconhecer situações de risco e buscar ajuda.
Para a secretária de Assistência Social, Salete Cittadin, aproximar os adolescentes desse debate é uma forma de trabalhar a prevenção desde cedo. “É importante que eles consigam identificar comportamentos que muitas vezes acabam sendo naturalizados, mas que podem representar uma situação de violência. Quando falamos sobre respeito, relações saudáveis e mostramos onde buscar ajuda, contribuímos para que esses jovens também sejam agentes de transformação dentro das famílias e da comunidade”, afirma.
A abordagem foi pensada para estimular a participação dos estudantes. Além da conversa, a equipe realiza um quiz com perguntas e respostas sobre os temas apresentados, com distribuição de brindes. Professores também participam da dinâmica. Durante os encontros, os adolescentes são orientados sobre os serviços que integram a rede de proteção e incentivados a manter no celular os principais canais para pedir ajuda ou fazer uma denúncia: o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher; o 190, da Polícia Militar; e o Disque 100, destinado a denúncias de violações de direitos humanos.
O programa Comando Marconi abordou mais sobre o assunto em entrevista com a coordenadora do Creas de Cocal do Sul, Patricia de Lucca Baschirotto, com a psicóloga Thais Rosso Gazola e com a assistente social Luiza dos Santos Martins. Ouça:
A parceria com a Secretaria de Saúde amplia a discussão ao mostrar que as consequências da violência não se restringem às agressões físicas. A secretária de Saúde, Giovana Galato, chama a atenção para os reflexos emocionais que podem atingir toda a família. “Falamos sobre saúde da mulher e sobre o quanto a violência impacta a saúde mental das famílias e dos adolescentes. Trazer esse assunto para a escola também nos ajuda a promover a cultura da paz e a estimular relações baseadas no respeito”, explica.
Como parte da mobilização, uma árvore simbólica foi instalada junto a materiais informativos. Estudantes podem deixar a marca dos dedos na árvore como forma de assumir um compromisso coletivo de enfrentamento à violência contra a mulher. O espaço permanecerá disponível nesta semana e na próxima para ampliar a participação da comunidade escolar.
Colaboração: Kelley Alves / Assessoria de Imprensa


































