O trânsito de veículos de carga pesada na área central de Urussanga foi tema de uma reunião entre representantes do Poder Público, a Polícia Militar e empresários da cidade. O encontro ocorreu no último dia 8 de abril e buscou definir uma solução para o problema. De acordo com o comandante da PM de Urussanga, capitão Valdir Cristóvão, esses veículos acabam se trancando na área central. “Urussanga tem um corredor logístico bem expressivo e que acaba, por semana, vindo para a cidade e saindo, em média, 20 caminhões de grande porte. Talvez a gente no dia a dia não perceba, mas Urussanga está nessa rota logística”, observou o capitão Cristóvão, acrescentando que, na maioria dos casos, são veículos de outras regiões, nas quais os motoristas muitas vezes não conhecem totalmente a rota da cidade. Isso faz com que os motoristas peguem trajetos inadequados, geralmente guiados pelo GPS.

Em entrevista, o diretor de Trânsito de Urussanga, Rodrigo Zonta, exemplificou que os caminhões de grande porte acabam acessando o conhecido Trevo das Bandeiras, em direção a rua Angélica Collodel Bettiol. Ao chegarem na frente à loja O Boticário (apenas referência), não conseguem manobrar, tanto para frente como para os lados. Para sair, os motoristas precisam dar ré pela rua, o que acaba trancando o trânsito. Conforme o capitão Cristóvão, com a reunião, ficou definido que um trabalho conjunto será realizado para a orientação de motoristas que passam por Urussanga, principalmente de empresas de outros estados. “A gente vai entrar em contato com empresas de São Paulo e diversos locais do Brasil para informar essas empresas qual é a rota correta que este motorista tem que adotar, isso com o apoio das empresas locais”, explicou. Além disso, um segundo passo será a melhoria na sinalização de trânsito da cidade, identificando de forma clara qual a rota correta para os motoristas de caminhões de grande porte.

O subtenente Willian Bonetti ressaltou que esses veículos de grande porte se tratam de bitrens acima de 10 metros de comprimento. Bonetti ainda comentou que é inviável reportar o problemas às empresas de GPS sobre os trajetos informados para os motoristas. Isso porque o GPS não leva em consideração qual o veículo que está sendo usado. “Ele vai fazer a rota que é o menor caminho até chegar ao destino. Muitas vezes o motorista coloca a rota no GPS e o GPS coloca ele no local onde não é possível aquele caminhão transitar”, comentou. “O primeiro trabalho é de orientação, a gente precisa chamar as empresas para o nosso lado, para que a gente consiga informá-los qual é a rota correta. Naturalmente, em último caso, que é o nosso trabalho, é aplicar a Legislação de Trânsito naquele caminhão que, mesmo tendo sido orientado, ele ainda queira arriscar em transitar nas áreas que não são autorizadas aqui em Urussanga”, falou. O assunto foi abordado em entrevista, entenda:

 

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