O governo dos Estados Unidos aplicou uma taxa de 50% em produtos brasileiros, que passará a valer no dia 6, sete dias após a publicação do decreto do presidente Donald Trump. No decreto, assinado no último dia 30, o governo estadunidense ainda lista vários produtos brasileiros que estarão isentos da taxa. De acordo com o empresário especializado na prestação de serviços de assessoria em importação e exportação, Renato Barata Gomes, os produtos que estarão isentos da tarifa são os que o governo estadunidense possui mais necessidade, como minerais, fertilizantes, alguns produtos químicos e bens para a aviação civil. “A isenção não tem a ver com um trégua, mas sim com o interesse americano de não prejudicar sua própria economia”, avaliou Renato. “Mas, por outro lado, outros produtos nossos foram bem atingidos, como o café, o próprio açúcar orgânico, alguma coisa também de frutas, produtos agrícolas que não acabaram entrando na isenção e serão afetados pelas tarifas a partir do dia 6”, acrescentou.
Para Renato, o decreto assinado por Trump reforçou o tom político da decisão. “Demonstra que a taxação alta para o Brasil tem sim a ver com alguns aspectos ou discordâncias da presidência americana com relação ao governo e ali menciona especificamente o Alexandre de Morais nessa ordem, nessa carta publicada no site deles, falando de intervenção brasileira em empresas americanas. Então ali nessa carta ele menciona, fala muito sobre as startups, o controle das redes sociais”, comentou o especialista. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com Renato Barata Gomes no programa Comando Marconi. Ouça na íntegra e entenda mais:
O especialista frisou que a taxação é prejudicial para o governo brasileiro, mesmo que alguns produtos tenham sido isentos. “O mercado americano tem um peso muito grande na economia brasileira, então não é fácil ocupar essa lacuna que vai ocorrer com a isenção, com a falta de venda para esse mercado americano, não é fácil de eu repor essa falta com outros mercados porque a maioria são mercados menores, então é preciso ser feito um esforço muito grande”, pontuou. Gomes ainda avaliou que o governo brasileiro estuda um plano de contingência para auxiliar as empresas que não conseguirem outros mercados. “Talvez o que o governo possa fazer é criar linhas de financiamento com juros mais acessíveis para que essas empresas consigam de alguma maneira criar estratégias para tentar ser competitivo e atingir outros mercados que hoje o Brasil não atinge ou aumente volumes em mercados já existentes fora Estados Unidos”, complementou.








































