Tendo referências dentro da própria família, o piloto catarinense André Gaidzinski já possui 34 anos de história no automobilismo. O interesse começou ainda quando era criança, aos 10 anos, quando via seus primos participarem de competições, como a Fórmula Fiat, por exemplo. A mãe, Iara Gaidzinski, também sempre foi uma incentivadora do esporte. Em entrevista, André contou que descobriu, já na adolescência, que o seu pai tinha criado uma caderneta de poupança para ele quando era criança, usando 10 cruzeiros. Com o valor resgatado, André comprou um chassi usado. “Minha mãe vendo tudo isso acontecer, essa movimentação, me deu um motor de kart e um jogo de pneus. E eu comecei, andando pela primeira vez, no recém inaugurado kartódromo Ronaldo Couto Daux, na praia dos Ingleses, lá no norte da ilha de Florianópolis. Aí que começou toda a história”, disse.

Atualmente, faz mais de oito anos que André está competindo na Porsche Cup. “Estou muito feliz onde eu estou e a gente vê o resultado. Uma categoria que está há sete anos consecutivos líder de audiência na frente de todas as outras categorias, líder de audiência na TV aberta, na TV fechada, então a gente vê isso crescer”, comentou. Recentemente, André participou de uma corrida em Portugal. “A Porsche Cup, para quem não sabe, é uma franquia igual do McDonald’s, tem 28 campeonatos pelo mundo, em 28 países, cada país é dono do seu campeonato, e parece estranho a gente estar correndo em Portugal, mas a gente tem duas etapas fora do Brasil, mas é válido pela Porsche Cup Brasil”, afirmou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Ponto de Encontro. Ouça na íntegra:

 

Para o piloto, uma corrida é um mercado B2B, business-to-business, ou seja, negócios entre empresários e marcas. “Eu tenho um agente comercial, a gente tem todo um trabalho para estar vendendo as cotas de patrocínio, para estar montando um orçamento anual, mas a gente quando está na frente do empresário, a gente costuma dizer, esquece que isso aqui é automobilismo. O empresário olha meio atravessado, eu digo, isso aqui é B2B, relacionamento, ativação de marca e branding earnings. Dentro da Porsche Cup, só nos camarotes, por exemplo, em uma etapa como interlagos, nós estamos falando de 4 mil pessoas, que são 4 mil empresários, grande parte bilionários, inclusive os nossos patrocinadores, eles fazem negócio lá dentro, porque é um ambiente multissetorial, então aí troca cartão, descobre que aquele fulano pode ser teu cliente, ou fornecedor, ou coisa parecida”, contou.

Em uma das suas recentes corridas, em Portugal, Gaidzinski conquistou o quarto lugar do pódio. A corrida foi realizada no Autódromo Internacional de Algarve, em Portimão, sendo na categoria Sport Challenge. Durante a competição, a sensação térmica chegou aos 41°C. “A pista estava 57°C e dentro do carro 65°C. Realmente tinha que estar muito hidratado, não só pré-treino, mas tudo que é aquilo que a gente toma, muita creatina também. Mas foi desgastante, teve pilotos que passaram mal, em uma pista que foi um grande desafio. Eu treinei muito no simulador, treinei demais, inclusive de estudar essa pista vendo vídeos de pilotos que andaram lá”, relembrou. O próximo compromisso do piloto será nos dias 28 e 29 de agosto, no Autódromo do Estoril, também em Portugal, onde ele buscará mais uma performance de destaque pela Porsche Cup Brasil.

Veja também: