O suposto caso de fura-fila na Secretaria de Saúde de Urussanga foi comentado por três vereadores de oposição durante a sessão do Legislativo dessa semana. Ivan Vieira e Meri Mafra, do Partido Liberal (PL), além de Erotides Borges Filho, o Tidinho, do União Brasil, abordaram o assunto durante a fala na tribuna. O programa Comando Marconi realizou entrevistas especiais com os três parlamentares, que expuseram mais suas opiniões sobre a situação enquanto agentes fiscalizadores.

Ivan Vieira, do PL, falou sobre as informações que chegaram a ele. De acordo com o vereador, houve um paciente que estava na fila, no qual havia 140 pessoas aguardando, e que teria forçado um atendimento. “Forçou atendimento em uma data específica e, após essa data, não conseguindo, fez algumas ligações para tentar forçar esse atendimento. A informação que se tem é que ele não conseguiu na hora, mas, nos dias seguintes, coisa de cinco, seis dias depois, ele conseguiu esse atendimento, diga-se por causa de amizades dentro da Secretaria de Saúde”, afirmou. A especialidade em questão seria a oftalmologia.

Diante dessa possibilidade de fura-fila, Ivan disse que está buscando mais informações sobre a situação. “É bem grave, até porque tem pessoas na fila. Assim, o que a gente pode dizer? Sobre o assunto em si, como a gente tem poucas informações ainda, nós vamos investigar e se investigar, doa a quem doer, a gente vai trazer à tona, vai levar para frente e, enfim, a gente vai procurar fazer a coisa correta, está na hora de Urussanga começar a fazer a coisa correta”, comentou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista. Ouça na íntegra:

 

O vereador ainda comentou sobre o seu voto contrário ao requerimento sobre informações da Secretaria de Saúde, de autoria de Luan Varnier (MDB), que até então era o secretário da pasta. “É piada, né? O cara estava na Secretaria da Saúde uma semana atrás, chega no Legislativo pedindo informações sobre o Centro de Especialidades Médicas, eu acho uma coisa que não faz sentido”, disse.

Tidinho também disse que o caso deve ser investigado e não esquecido. Em entrevista, o vereador se solidarizou com as 140 pessoas que estavam na fila aguardando o atendimento. A vereadora Meri Mafra também destacou que o suposto caso de fura-fila não é justo com as pessoas que estão aguardando na fila. “O culpado realmente vai ter que pagar pela situação, porque o povo de Urussanga não merece isso. É um povo trabalhador, honesto, cumpre com seus deveres”, destacou Meri. O assunto também foi abordado em entrevista com os dois vereadores. Ouça:

 

Na entrevista, os dois vereadores também falaram sobre seus votos contrários ao pedido de informações sobre a Secretaria de Saúde solicitado por Luan. “Me estranhou o fato de esse requerimento estar sendo colocado por alguém que era o secretário de Saúde até pouco tempo, me chamou a atenção até mesmo por que esperar 20 dias para ti receber respostas de requerimento? Sendo que fazendo parte da base do governo ele poderia simplesmente chamar a própria secretária da Saúde, ele poderia ali fazer com o chefe de gabinete, ele poderia falar com o secretário de Administração, poderia falar com a própria prefeita e pegar essas informações, isso me chamou a atenção”, comentou Tidinho.

Segundo o vereador, o requerimento possui questionamentos que Luan deveria saber, já que era o secretário da Saúde. “Eu dei uma lida no requerimento, até uma das perguntas que fala era como era organizada a agenda da oftalmologia de novembro a fevereiro, seguia-se a lista do SISREG? Eu acredito que o secretário, com as inúmeras entrevistas que ele deu no rádio, com o discurso que ele deu na tribuna na câmara, ele sabia sim, ele tinha essa informação, ele estava preparado para saber como era organizada a agenda da oftalmologia, se ela seguia ou não uma lista do SISREG. Não entendi o porquê dessa necessidade dele estar precisando de um requerimento para ter isso de forma formal, digamos assim”, disse Tidinho

Meri também estranhou o requerimento do ex-secretário de Saúde, que voltou a ocupar sua vaga no Legislativo. “Tu sabe da tua casa, então fica até difícil, tu pediu um requerimento pedindo como tá tua casa, se tu acabou de sair da tua casa. Isso não tem lógica nenhuma. Então eu acredito que nós votamos contra porque nós somos fiscalizadores, o povo colocou nós lá para fiscalizar e tem coisa que não tem, é humanamente impossível gente. Tu tá na tua casa e tu sair, pedir para saber como é que tá tua casa, não existe isso”, mencionou Meri. “Entende-se que de uma hora para outra, fazer colocações para colocar em cheque a responsabilidade desse grupo, não faz sentido”, completou Tidinho.

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