O Papa Francisco, mencionando o Sínodo da Família, chama a atenção para a necessidade de um acompanhamento pastoral dos separados, divorciados e abandonados, para que seja permitido a eles a realização de um discernimento a respeito da própria situação. Nesse sentido, é possível e necessário incluir nesse contexto o questionamento da validade do próprio matrimônio.

Em comunhão com o Santo Padre e após meses de formação promovidos pelos Instituto Superior de Direito Canônico de Santa Catarina (ISDCSC), nasce na Diocese de Criciúma, o primeiro grupo da Pastoral Judiciária formado por 37 agentes, sob a coordenação do padre Gabriel Manarim Dalmolin, sacerdote responsável pela Câmara de Instrução Processual.

O programa Comando Marconi abordou mais sobre o assunto em entrevista com o padre Gabriel. Ouça:

 

Na Pastoral Judiciária, os agentes terão a missão de realizar um serviço voltado diretamente para um discernimento, com o intuito de avaliar a presença, ou não, dos pressupostos necessários para iniciar uma causa de nulidade matrimonial, como também, prepará-la. A missa de envio do grupo aconteceu neste sábado, dia 26, na Paróquia São Donato, em Içara.

“A pastoral nasce missionária e no espírito de uma ‘Igreja em saída’ para ajudar tantas pessoas que sofrem com a sua situação matrimonial e desejam da Igreja acompanhamento, auxílio e orientação, mas que, não tem condições de se deslocarem até a Cúria Diocesana ou desconhecem a possibilidade da nulidade matrimonial”, esclarece padre Gabriel.

Com informações da Diocese de Criciúma