Uma simples pergunta de um padre contribuiu para que a vocação de Guilherme Menegazzi Barbosa despertasse ainda mais. A família do urussanguense sempre foi muito presente nas atividades da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, sendo que desde cedo Guilherme atuava como coroinha nas celebrações. Certo dia, quando tinha 14 anos, o pároco da época, padre Jiovani Manique Barreto, perguntou se o adolescente queria conhecer o seminário. “Aquilo me encantou, já naquele ano de 2012, o primeiro contato foi muito bom, vários jovens também nessa mesma linha, só que eu era muito novo, eu tinha 14 anos, e aí eu disse ainda não, entrar agora não”, relembra Guilherme.
O urussanguense, que atualmente tem 25 anos, concluiu seus estudos na Escola Barão do Rio Branco. Enquanto estudava, não tinha certeza ainda se gostaria de ser padre, já que tinha um desejo de se tornar professor. “Chegou em 2015, eu sempre em encontros vocacionais, mas sempre com aquela agoniazinha no coração, aquela inquietação. Eu fiz os encontros e disse: eu quero entrar, quero ver se é isso, fazer essa experiência. Então, em 2016, eu entrei”, conta o seminarista, que está no processo formativo há oito anos. Guilherme realizou um ano propedêutico no Seminário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio, estudou Filosofia por três anos em Brusque, e atualmente está no terceiro ano de Teologia, em Florianópolis.
O programa Ponto de Encontro abordou mais sobre a história vocacional de Guilherme, as etapas formativas e como é o dia a dia de quem está se preparando para ser um padre em entrevista. Ouça na íntegra:
Guilherme, ou Gui como muitos chamam, relata que no seminário existe uma rotina. Em Florianópolis, no Seminário Bom Pastor, os jovens começam o dia com uma oração às 6h15. As aulas da faculdade acontecem das 7h30 às 12h. O restante do dia é voltado ao cumprimento das obrigações com a casa, onde dez seminaristas, além do reitor, moram. “A Teologia tem um tempo um pouco mais livre para se organizar, lá em Brusque tinha um tempo um pouco mais demarcado para algumas coisas, no propedêutico ainda mais programado”, explica.
O seminarista ainda ressalta que todos que estão no seminário passam por um acompanhamento, tanto espiritual como psicológico. Tudo isso para entender mais sobre a fé e a vocação, para que os jovens tenham certeza do que querem para o futuro. “Tem alguém que está nos acompanhando continuamente para nos ajudar”, comenta. “É igual a um período de namoro, que as pessoas namoram e se perguntam se vão se casar mesmo com aquela pessoa. O seminário é o mesmo processo”, exemplifica Guilherme, que deverá se ordenar padre em 2025.
O urussanguense também destaca que é muito importante que as pessoas rezem pelas vocações, seja por pessoas que têm a dúvida da vocação, quem está no processo ou até mesmo aqueles que já são religiosos ou padres. Confira a entrevista também em vídeo:






































