A lombalgia é caracterizada por ser qualquer dor na região da lombar. De acordo com o doutor José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a lombalgia mais comum é aquela relacionada a sobrecargas mecânicas do dia a dia, ou seja, não possuem uma doença específica por trás. “Carregar um peso acima do normal, ficar muito tempo em uma postura inadequada, por exemplo, quando está sentado, e mudança de temperatura também se associam a isso”, explicou. Por outro lado, também existem as lombalgias associadas à doenças reumáticas inflamatórias. “A primeira coisa é um diagnóstico correto para descobrir o que está gerando a lombalgia. E aí, a partir disso, vai ser feito a orientação de tratamento, que na maior parte das vezes envolve exercício físico regular e cuidado com a postura”, destacou.

No caso da lombalgia mecânica, a pessoa sente dores ao se movimentar ou ao ficar muito tempo sentado. Já no caso das lombalgias por doenças inflamatórias, o paciente sente uma dor constante, principalmente de manhã, que não melhora mesmo com um repouso. “Com essas duas informações o médico vai direcionar os exames, seja de imagem ou de laboratório, e vai chegar à conclusão da causa daquela lombalgia”, explicou o doutor. Segundo José Eduardo, a prática de atividades físicas que fortalecem a musculatura do abdômen e que promovem um relaxamento da musculatura lombar são importantes. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com o doutor José no programa Ponto de Encontro. Ouça mais:

 

Na fase aguda da lombalgia, a recomendação é usar analgésicos e relaxantes musculares. Conforme o especialista, deve-se ter atenção ao massagear o local. “Se eu estou em uma fase aguda com uma contratura muscular, eu não sei bem o que está por trás dessa coluna, nem sempre fazer uma manipulação é o mais adequado”, alertou. “O melhor seria um analgésico, diminuir aquela carga sobre articulação e, na fase bem aguda, algum repouso, mas assim que a dor melhorar, já começar as atividades”, acrescentou.