Desde a última semana, a Central de Serviços Funerários de Criciúma está atuando em um novo modelo. Isso porque a administração mudou o modelo de concessão para o de permissão. Antes da mudança, a central possuía somente quatro empresas funerárias, que realizavam os atendimentos em forma de rodízio. “A partir do momento que a gente adota o modelo de permissão, a gente abre o mercado. Qualquer empresa funerária, desde que credenciada no município, ou seja, desde que preste toda a documentação necessária e confirme a qualificação, ela pode estar se instalando no município de Criciúma. A gente abre o mercado, a livre concorrência”, explicou o secretário de Governança de Criciúma, Tiago Ferro Pavan.

Conforme o secretário, a família que precisar de atendimento pode ir até a Central de Serviços Funerários. Ao invés da família ser direcionada a uma funerária, agora ela receberá uma relação de quais empresas funerárias estão credenciadas. Dessa forma, a família pode escolher qual empresa deseja ser atendida. “Essa mudança ocorreu na madrugada de quinta para sexta, quando nós tivemos a primeira empresa habilitada. Então nós temos essa empresa que está habilitada hoje no município. Ao longo dos próximos dias, nós imaginamos que nós devemos ter mais empresas e aí o modelo já está vigorando, já está funcionando nesse formato”, salientou.

O secretário ainda reforçou que a Central de Serviços Funerários está funcionando no edifício Due Fratelli, no centro de Criciúma, a poucos metros de onde o serviço estava funcionando anteriormente. Ouça a entrevista realizada com Tiago no programa Comando Marconi:

 

As melhorias na Central de Serviços Funerários já estavam sendo reivindicadas há tempos pela Associação Sul Catarinense de Empresas Funerárias. “Acredito que as coisas tiveram que passar por momentos difíceis para que a gente chegasse nesse ponto e até então parece que está tudo normalizado”, comentou o presidente da associação, Rangel Quaglioto. O presidente afirmou que a entidade está em contato direto com a responsável pela central, acompanhando também o projeto de lei implementado em Criciúma. “Eu acho que a normalidade voltou para o setor, depois da retirada dessas quatro empresas que causaram todo esse transtorno, obviamente causado esse transtorno com o aval também do poder público de Criciúma e com essa nova gestão resolveu botar um ponto, pelo menos até agora, final”, salientou.

Rangel afirmou que ainda há pontos que precisam ser ajustados. “Com relação à visão que a associação tem, a gente vai continuar fiscalizando a questão pública, o comportamento do poder público”, disse. O presidente da associação ainda reforçou que a entidade também irá fiscalizar as empresas credenciadas na Central de Serviços Funerários. “Agora chegou o momento de colocarmos em prática aquilo que estávamos cobrando até uns seis meses atrás. Então vamos estar observando o comportamento quanto a abordagem às famílias, comportamento quanto a ficarem rodeando hospitais, comportamento até com relação a um contato com profissionais da área da saúde dos hospitais, porque nós sempre ficamos sabendo das coisas”, comentou.

Ouça mais sobre o assunto na entrevista realizada com o Rangel no programa Comando Marconi:

 

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