A campanha do Dezembro Vermelho alerta para a importância da conscientização e prevenção ao HIV/Aids e de outras infecções sexualmente transmissíveis. O Dia Mundial de Luta contra a Aids foi lembrado na última segunda-feira, 1º. É importante destacar que o HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico, enquanto a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) é o estágio mais avançado da infecção por HIV. De acordo com o médico infectologista Raphael Elias Farias, no início, existia muito preconceito contra a doença. “É uma doença que, no seu início, não existia tratamento, então muitos consideravam como uma sentença de morte o diagnóstico”, disse, acrescentando que o tratamento contra a doença teve grande avanço com o passar dos anos. “Hoje grande parte dos pacientes está com um a dois comprimidos por dia sem efeito colateral nenhum”, falou.

O especialista destacou que a campanha do Dezembro Vermelho também visa extinguir o estigma que ainda existe na sociedade sobre o HIV. “É para dizer que são pessoas que vivem normalmente, que vivem com qualidade de vida, pessoas que, até tem estudos mostrando, vivem mais do que a população sem a doença. Então é o momento da gente refletir, fazer o diagnóstico precoce e também estimular as pessoas a buscar o tratamento”, reforçou. De acordo com o doutor, existem vários métodos de prevenção disponíveis através do Sistema Único de Saúde (SUS). O principal deles e o mais conhecido é o preservativo, que também previne uma gravidez indesejada. Além disso, existe a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP). O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista, ouça:

 

No caso do PrEP, a pessoa usa medicamentos antirretrovirais antes de uma possível exposição ao vírus. Já o PEP é usado após uma exposição, devendo ser iniciado em até 72 horas e mantida por 28 dias. “Muito mais que a prevenção, a gente tem que fazer o diagnóstico precoce. Porque se eu diagnostico precocemente e começo o tratamento, eu consigo fazer uma prevenção indireta para os próximos parceiros e parceiras que eu posso ter. Então, se eu estou em tratamento, já se sabe que, se eu estou indetectável, eu não transmito mais o HIV pela relação sexual. Então isso é uma forma de prevenção também de novos casos, aonde a pessoa com HIV utiliza o remédio e não transmite mais pela relação sexual”, explicou.

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