Urussanga é uma cidade repleta de boas histórias. Muito além dos monumentos e das paisagens, os próprios moradores fazem parte da história. É o caso do Graciano Rosso, ou, como todo mundo conhece, o Germano Rosso. Hoje, com 87 anos de idade, seu Germano possui boas histórias, principalmente sobre o Monsenhor Agenor Neves Marques, do qual foi muito próximo. A infância do urussanguense se passou na comunidade de Rancho dos Bugres, onde cresceu com seus irmãos. O trabalho como marceneiro, atuação no Paraíso da Criança, transporte do transmissor da Rádio Marconi com carro de boi e o trabalho voluntário nas entidades sociais do município são apenas algumas das contribuições de Germano.
Em entrevista, o urussanguense contou que ele e mais algumas pessoas foram responsáveis por levar o transmissor da Rádio Marconi, com carro de boi, até o local onde seria instalado. “Fomos subindo até lá e, depois, levantaram aquela torre e aí foi, começou por ali”, relembrou. “O padre Agenor sempre na frente de tudo. Aí tudo o que acontecia na Marconi tinha sempre gente que atrapalhava. Ele dizia: ‘prepara a mala que amanhã vou para Florianópolis’. Quando tinha coisa maior, dizia ‘prepara a mala que eu vou para Brasília'”, recordou Germano. “Tinha que lutar para manter a Marconi, porque eles queriam derrubar por causa que ele botava aqueles alto-falantes, ele era muito político”, acrescentou.
Na marcenaria, área que atuou no antigo Móveis Pérola, Germano também realizou trabalhos para o padre Monsenhor, construindo caixas para as abelhas. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com Germano no programa Ponto de Encontro. Ouça mais na íntegra:
Parte 01
Parte 02
Germano e seus irmãos atuaram no Móveis Pérola, empresa criada pela família a incentivo do próprio Monsenhor. O urussanguense lembrou que, para o Corpus Christi, muitas pessoas iam até a fábrica para pegar serragem e cepilho para a confecção dos tapetes. Por causa do Móveis Pérola, Germano é conhecido por muitas famílias da cidade. “Germano foi quem fez os móveis da minha casa, de quarto, cozinha e guarda-roupa. Tenho até hoje, já faz 49 anos”, contou uma ouvinte durante a entrevista.







































