Crédito foto de capa: Thiago Hockmüller / Portal Engeplus

O prefeito de Forquilhinha, José Cláudio Gonçalves (PSD), o Neguinho, alegou que a ação da Polícia Civil na prefeitura se trata de uma perseguição política. A Operação Cyperus foi deflagrada na manhã dessa terça-feira, dia 10, quando os policiais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em Forquilhinha, Criciúma e Nova Veneza. O objetivo da operação foi de apurar a prática de associação criminosa, falsidade ideológica e fraude no âmbito do Pregão Presencial nº 18/PMF/2021. As alegações de Neguinho para a imprensa sobre a operação gerou uma nota da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina (Adepol-SC) (leia ao final).

Em entrevista para o programa Comando Marconi, o prefeito Neguinho destacou que foi surpreendido pela operação. “Não é Gaeco, não é investigação do Ministério Público do Estado de Santa Catarina, e sim uma operação da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, que veio com helicóptero, que veio com 50 policiais, um grande gasto, um grande gasto para a Polícia Civil do Estado de Santa Catarina e por contribuinte de Santa Catarina, onde vieram aqui, de fato, requerer documentações a respeito de um processo licitatório, um pregão presencial”, disse.

Segundo o prefeito, o caso já havia sido investigado pelo Ministério Público, no qual a prefeitura encaminhou os documentos para o órgão e para a Câmara de Vereadores. Neguinho ainda disse que o processo está parado desde setembro de 2022. “O que nos causa estranheza é que essa operação da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina a 25 dias antes da eleição, gastando o dinheiro do contribuinte, vem aqui em Forquilhinha, requerer a documentação que estava em poder do Ministério Público e da Câmara de Vereadores. Então é bastante lamentável que isso tenha acontecido, eu repudiei esse ato, acho sim perseguição política, porque não teria necessidade de fazer uma operação dessa tendo um fácil…. Pergunta que eu faço Joel e ouvintes da Rádio Marconi: será que a Polícia Civil, os delegados tinham conhecimento que havia uma investigação do Ministério Público? Não entraram em contato com o Ministério Público para saber como é que estava a investigação, a documentação necessária assim por diante? Então, entendo sim como perseguição política a operação que aconteceu ontem aqui na cidade de Forquilhinha”, alegou. Ouça a entrevista completa:

 

Confira a nota divulgada nessa terça-feira, dia 10, pela Adepol sobre as alegações do prefeito de Forquilhinha:

Prezado (a) associado (a),

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina (ADEPOL-SC) vem, por meio desta nota, expressar sua discordância em relação às declarações do prefeito de Forquilhinha, José Cláudio Gonçalves, amplamente divulgadas na imprensa da região de Criciúma. O prefeito questionou a legitimidade da Operação Cyperus, deflagrada nesta terça-feira (10) pela Delegacia de Polícia Especializada em Combate à Corrupção (1ª DECOR/DEIC), que investiga supostas fraudes na contratação de serviços de limpeza pela prefeitura local.

Em suas entrevistas, o prefeito descreveu a operação como um “ato político” supostamente destinado a desestabilizar sua candidatura. Além disso, fez graves acusações ao afirmar que essa ação foi “capitaneada” pelo Delegado-Geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Dr. Ulisses Gabriel.

A ADEPOL-SC, como entidade representativa dos Delegados de Polícia em Santa Catarina e defensora da integridade das instituições do sistema de segurança pública estadual, repudia veementemente qualquer tentativa de deslegitimar ações investigativas que buscam assegurar a transparência e a ética na administração pública.

Ademais, destacamos que as investigações realizadas pela Delegacia de Polícia Especializada em Combate à Corrupção (1ª DECOR/DEIC) ocorrem de acordo com os princípios da legalidade e impessoalidade, isentas de qualquer influência política, o que reforça a necessidade de respeito ao trabalho da Polícia Civil e à independência das instituições, fundamentais para a manutenção da ordem e da justiça.

Atenciosamente,

Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina

Acesse também:

Operação Cyperus: Polícia Civil deflagra ação na prefeitura de Forquilhinha