O Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (Cirsures) reforça a orientação à população sobre a separação correta dos materiais destinados à coleta seletiva. De acordo com a engenheira sanitarista Graziela Bolan, tem sido registrado um aumento na quantidade de itens que não são recicláveis sendo colocados junto aos resíduos destinados às cooperativas. Entre os materiais encontrados estão roupas, calçados, cobertores, travesseiros, malas, piscinas, mangueiras, vassouras, tapetes, madeiras, pneus e produtos de EVA. “As pessoas acham que a coleta seletiva, que a cooperativa, é um ponto de arrecadação desses materiais. Mas não, não é assim que funciona. Lá a gente trabalha só com os materiais recicláveis”, falou. “Esse material não é reciclável, não é aproveitável. Então, infelizmente, acaba indo parar o no aterro sanitário, que é uma pena, porque é muita coisa boa, muita coisa que outras pessoas poderiam estar usando e que acaba tendo esse destino”, disse Graziela, referindo-se ao descarte de roupas e calçados.
A engenheira afirmou que essa destinação incorreta acaba atrapalhando os trabalhos, tanto de quem coleta quanto de quem separa. Graziela comentou que, na maioria das vezes, as roupas e calçados estão dentro de bolsas escuras, no qual a equipe percebe qual tipo de material é só quando está sendo realizado a separação. Os materiais chegam misturados aos recicláveis e podem ficar molhados ou sujos, o que inviabiliza até mesmo uma eventual reutilização. Graziela orientou para que as pessoas façam a doação de roupas e calçados em boas condições para instituições sociais. “Não vai doar alguma coisa velha que outra pessoa não possa usar ou alguma coisa suja. Não vai para a coleta. Usa como pano de chão e se não tiver como usar como pano de chão, descarta na coleta convencional”, pontuou.
Além disso, muitas pessoas estão descartando principalmente pneus na coleta seletiva. O Cirsures não recolhe porque o material não é reciclável. O mesmo vale para materiais de construção civil, no qual muitas pessoas acham que se encaixa no resíduo volumoso. “As pessoas estão acumulando o resíduo de construção civil, que é uma telha, que é um concreto, que é um tijolo, achando que isso vai no resíduo volumoso. O resíduo volumoso o que é? É um móvel, é um colchão, é um guarda-roupa, é uma mesa, que o pessoal não tem onde descartar. Isso se enquadra no resíduo volumoso. Agora, telha, tijolo, concreto, cimento, isso é resíduo de construção civil. Isso o resíduo volumoso não coleta”, explicou. Sobre o lixo volumoso, cada prefeitura possui seu setor responsável. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Comando Marconi. Confira:
Parte 01
Parte 02
A engenheira do Cirsures ainda salientou que os materiais destinados à coleta seletiva devem ser colocados em frente de casa no dia programado para o caminhão passar. Graziela orientou que as pessoas deixem os materiais limpos, pelo menos retirando o excesso de comida. “Você não precisa pegar uma esponja, um detergente, ficar lavando ali o material. Deixar esse material minimamente limpo, deixar as garrafas sem líquido dentro, passar uma aguinha na caixinha de leite, que geralmente tem cheiro, fermenta”, comentou. “Geralmente, coleta seletiva passa uma vez por semana em cada bairro. Então, se esse material ficar sujo, vai ficar uma semana na sua cada, vai começar a degradar e vai vir rato, barata, mosca, formiga, o cachorro rasga, não vai ser legal”, disse, acrescentando que a sujeira acaba contaminando o material, muitas vezes impossibilitando a reciclagem. “A coleta seletiva é na frente de casa e no dia que o caminhão passa no seu bairro”, reforçou.
O contato do escritório do Cirsures é o (48) 99169-8444. Através dele, as pessoas podem esclarecer informações e avisar caso haja algum problema com a coleta seletiva. É possível conferir os horários e rotas dos caminhões da coleta seletiva nos municípios de Cocal do Sul, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Orleans, Siderópolis, Treviso e Urussanga CLICANDO AQUI.




































