O manejo de javalis é um tema que ainda gera muitas discussões, principalmente no Brasil. A espécie é invasora e, por isso, não existe um predador natural. Por conta disso, o javali se reproduz rapidamente e causa muitos estragos, seja em propriedades ou em produções agrícolas. Recentemente, produtores do interior de Urussanga tiveram prejuízos por conta do animal, que cada vez mais desce a serra catarinense. Hoje, o Brasil permite o manejo do javali como uma medida de controle populacional da espécie justamente por causa dos danos ambientais e econômicos que ele causa. De acordo com Lourenço Benedet, sócio-proprietário do Clube e Escola de Tiro 9mm, mesmo existindo o manejo, é preciso tratar o animal com respeito, fazendo com ele sofra o mínimo possível. “A gente ajuda o produtor total, que é ele que produz o alimento que hoje está na mesa de todos os brasileiros. E o javali, infelizmente, em algumas regiões, está afetando com uma considerável situação bem crítica”, observou.

Além de ser um animal de porte grande, o javali causa estragos na natureza e em produções agrícolas porque ele usa o focinho para cheirar o que está abaixo da terra. Conforme Lourenço, a espécie do javali presente em Santa Catarina é natural do norte europeu. No estado, o animal se concentra principalmente na região serrana. “O estudo que a gente tem aí até uns anos atrás é que o javali consegue caminhar até numa noite em torno de 10 a 14 quilômetros para se alimentar”, disse, acrescentando que, por isso, estão sendo registrados casos de presença do javali pela região Sul catarinense. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Ponto de Encontro. Ouça e entenda mais sobre o manejo de javalis, a regularização para esse processo e as armas e calibres usados para o controle do animal:

 

Lourenço explicou que uma equipe do Clube e Escola de Tiro 9mm é autorizada a fazer o controle e manejo do javali. Os integrantes utilizam cães para localizar os javalis, além de outros equipamentos que auxiliam na caça. Matheus Cittadin, que também é integrante do clube, destacou que a equipe preza por calibres mais efetivos na hora do abate do javali. Recentemente, o clube realizou uma caçada de javalis em Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul. O manejo autorizado no Brasil exige documentação específica e uma série de autorizações emitidas pelos órgãos competentes. “Tem todo um custo que não é fácil e, ainda assim, às vezes, o caçador é taxado de assassino, de não sei o quê, botando um monte de adjetivo e o governo não auxilia nessa parte, ainda botando esses entraves da questão de guia de tráfego, que é difícil de tirar, burocrático. Mas, ainda assim, como todo brasileiro, a gente é teimoso e é uma coisa que a gente gosta de fazer, além de beneficiar o meio ambiente e a população em geral, a gente vai continuar teimando até os nossos fins, os últimos dias de vida”, salientou Lourenço.

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