Rosângela Pagnan Maragno, a Danda, como é conhecida, nasceu e construiu toda a sua trajetória de vida no município de Morro da Fumaça. Aos 70 anos, Danda acumula experiências na política, na cultura, na assistência social e em ações comunitárias que marcaram diferentes gerações no município. Em entrevista, a fumacense contou que seu pai, Getúlio Pagnan, foi prefeito da cidade na década de 1970 e que sua mãe sempre contribuiu com a sociedade. “Minha mãe trabalhou muito, a minha mãe que nos ensinou a ter esse perfil comunitário, ela fez um trabalho muito bonito”, disse, acrescentando que Vanolda Gregório Espíndola Pagnan idealizou a Escola Profissional de Morro da Fumaça, que até hoje desenvolve importantes atividades.

Filha de uma família de cinco irmãos, quatro mulheres e um homem, Danda viveu na região central de Morro da Fumaça até se casar. Após o casamento, a fumacense viveu durante 16 anos no distrito Estação Cocal, até retornar novamente para o centro da cidade, quando o seu esposo, José Bráz Maragno, o Zezo, foi eleito vice-prefeito. Danda relatou que a sua primeira experiência profissional foi como professora, em uma escola localizada na comunidade de Mina Fluorita. “Nós fazíamos de tudo, eu tinha meus alunos como meus filhos. A gente era muito apegado”, relembrou. “Eu ia de ônibus e voltava a pé três quilômetros. Mas eu tinha um amor incondicional”, falou, comentando que foi desligada da função por motivos políticos. Danda atuou como professora durante cinco anos e meio. “Hoje ainda os meus ex-alunos vêm ao meu encontro, eu tenho eles como meus filhos”, afirmou. Depois desse período em que atuou como professora, Danda passou por diversas outras experiências, entre elas ter uma lanchonete em Estação Cocal. Foi ela e seu marido que deram início ao famoso Bar do Maraba, hoje conhecido como Bar da Figueira.

O envolvimento de Danda na política surgiu desde cedo, já por conta da família. “Eu tenho amigos em todos os partidos. Hoje, não faço mais parte diretamente da política, já me aposentei. Mas sempre tem convite, eu ainda faço parte do diretório, da executiva, mas mais por eu ser uma pessoa que defendi muitos interesses de Morro da Fumaça”, falou. “Desde o tempo do meu pai, o pai sempre foi do PSD, então a gente foi Arena e hoje PP”, comentou. Como vereadora, Danda teve três mandatos. “Eu sempre defendi os interesses do município, da comunidade”, pontuou. A fumacense ainda relatou que ela e seu esposo foram nove vezes candidatos. “Isso é louco para um casal maluco. É desgaste e a gente sempre teve uma vontade de uma mudança e, graças a Deus, deu tudo certo”, disse.

Mesmo antes da política, Danda já realizava trabalhos comunitários e, por isso, atuou em prol do serviço social de Morro da Fumaça, tendo inclusive trabalhado na Assistência Social Municipal. Com a eleição do ex-prefeito Noi Coral (PP), Danda foi convidada a assumir a pasta da Cultura. “Quando eu fui para a Cultura, em Morro da Fumaça, era só uma salinha, era junto com a Educação, diretamente ali. Eu eu achei ‘não, nós temos que desenvolver isso, melhorar, buscar’. Aí começamos com aqueles enfeites de Natal, que eu já fazia quando eu trabalhava na Assistência Social”, recordou. Danda participou de uma entrevista especial no programa Ponto de Encontro e destacou mais sobre a sua história de vida e sua relação com Morro da Fumaça. Ouça na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Na Cultura fumancense, Danda foi a responsável por desenvolver ainda mais o projeto da Casa da Nona, muito conhecido na região. Isso porque existia uma pequena casa próximo da prefeitura, que na época ainda não pertencia à administração. Através do apoio de um arquiteto da cidade, foi possível desenvolver um projeto de restauração para a construção. “No primeiro ano ela ficou só por fora. Depois, no segundo ano, aí a gente foi terminando. Aí, um dia pensando, eu disse ‘bom, a Casa do Coelho, a Casa do Papai Noel, por que não na festa de 20 de maio criar a Casa da Nona? Que é a nossa identidade cultural. Existe uma mistura de raças, mas a maioria de Morro da Fumaça é de origem italiana, predomina os italianos, aí eu criei a Casa da Nona, no qual fez um sucesso muito grande”, destacou.