Algumas queixas são bem comuns em consultórios pediátricos. Para a doutora Fernanda Naspolini Bastos, a tosse, vômito e a dor abdominal são os sintomas mais presenciados no dia a dia como médica da área. Em entrevista, a especialista esclareceu sobre as visitas às crianças, principalmente as recém-nascidas. “Eu gosto de recomendar para os meus pacientes que esperem as visitas, pelo menos até dois meses e o marco de 15 dias. Porque nos dois meses a gente tem aquelas vacinas bem importantes, as primeiras vacinas. Daí eu gosto de deixar mais uns 15 dias, que é o tempo do sistema imune estar fazendo a resposta imunológica”, disse, destacando que, mesmo após isso, é preciso ter cuidado com as visitas. “Ficar mais longe, não ir gripado ou resfriado em lugares fechados com muita gente, especialmente nessa época de inverno que a gente tem os vírus respiratórios circulando um pouco mais”, ressaltou.

A febre também é um sintoma que assusta e faz com que muitos pais procurem atendimento médico para seus filhos. Segundo a doutora Fernanda, isso ocorre principalmente quando tosse e febre são registrados juntos. “Logo nessa época já levanta a suspeita para pneumonia, bronquiolite, que tem se falado tanto nos últimos anos e que a gente vê que tem acontecido principalmente nos menores de dois anos”, pontuou. “A dor de garganta também, principalmente aquela amidalite bacteriana, que daí já é uma situação maior, aquela com placas esbranquiçadas na garganta. Tem a necessidade de usar o antibiótico, isso a gente vê um pouco mais nos maiores de três anos”, falou. A doutora Fernanda participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e destacou os principais sintomas que são notados em crianças. Confira mais:

 

A médica pediatra afirmou que toda criança com sistema imune considerado saudável pode apresentar até 12 infecções por ano ao iniciar a escola. Isso envolve desde infecções gastrointestinais, respiratórias até resfriados e gripes. “O que a gente tem que ligar o sinal de alerta? Aquela criança que usa antibiótico com muita recorrência, por vezes necessita de internação hospitalar, uso de oxigênio. Então esses quadros assim que a gente precisa dar uma atenção maior”, frisou. No restante, a pediatra afirmou que, a cada ano, a criança se torna mais forte e imune às infecções. A especialista ainda salientou que existem alguns pilares básicos para uma boa imunidade: vacinas, alimentação adequada e um bom sono. “O descanso também é muito importante para o sistema imune ir trabalhando e conseguir produzir as defesas”, reforçou.