A Diocese de Criciúma viverá um importante momento para a fé neste final de semana: a ordenação episcopal de Monsenhor Milton Zonta, eleito bispo coadjutor. A ordenação ocorrerá neste sábado, dia 21, a partir das 9 horas, na Basílica Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, em Içara. A celebração contará com a presença de quase 150 sacerdotes, entre cardeais, bispos, arcebispos, padres e religiosos. Com a nomeação de bispo coadjutor, Monsenhor Milton se tornará bispo da Diocese de Criciúma após Dom Jacinto Inácio Flach se aposentar em 2027. Dessa forma, Monsenhor Milton se tornará o terceiro bispo da história da Diocese de Criciúma. Além disso, nascido de Videira, no Oeste catarinense, Milton será o primeiro bispo natural da região da Diocese de Caçador. “Ser um bispo é um símbolo, você se torna um símbolo e você precisa corresponder a ele”, disse Monsenhor Milton.
Em entrevista, Milton destacou mais sobre a sua trajetória vocacional. Nascido na comunidade de Vista Alegre, em Videira, Monsenhor ingressou na Sociedade do Divino Salvador, uma congregação de padres salvatorianos, ainda na juventude. “Me levaram a São Paulo e eu fiz todos os meus estudos em São Paulo, segundo grau, filosofia, fiz pedagogia e fiz teologia, tudo em São Paulo. Depois fui ordenado padre ali em Videira, na cidade”, contou. “Era um padre muito jovem, trabalhava com a juventude na diocese e, depois, como nós somos religiosos, somos transferidos aqui para lá. Eu fui transferido para São Paulo, continuei trabalhando lá, depois trabalhei um tempo no Maranhão e depois fui fazer um curso de especialização na Colômbia, fiquei lá quase um ano no Instituto dos Jesuítas”, falou, acrescentando que, após essa época, ficou durante mais um tempo em Videira, sua cidade natal.
Nesse meio tempo, Milton foi eleito superior dos salvatorianos no Brasil, que tem sede em São Paulo. “Eu fui para lá e fui trabalhar lá, comecei a fazer esse trabalho mais administrativo e acompanhar a vida dos padres nas atividades que realizamos no Brasil”, explicou. “Nesse meio tempo eu fui representar os salvatorianos do Brasil na Espanha, na nossa Assembleia dos Salvatorianos do mundo inteiro. Nós, salvatorianos, estamos presentes em 45 países”, disse. “Ali, me elegeram para ser conselheiro geral e trabalhar em Roma e esse período dura por seis anos. Eu fui transferido para Roma, fiquei lá seis anos como conselheiro geral e, quando terminou esse tempo, me elegeram superior geral, daí o responsável pelos salvatorianos do mundo inteiro”, falou, comentando que ficou em Roma por mais seis anos, até o ano passado, quando decidiu retornar para Videira. Foi nessa época que recebeu a missão de se tornar bispo coadjutor da Diocese de Criciúma.

Embora seja catarinense, Monsenhor Milton afirmou que desconhecia a região da Diocese de Criciúma. “Essa parte aqui do Sul, para mim, é totalmente desconhecida”, disse. “Tudo para mim é novidade aqui ainda, tenho ainda que observar e é isso que eu estou fazendo, estou chegando aqui. Eu sempre repito e digo: de pé descalço com humildade e conhecer a realidade daqui, conhecer a igreja daqui e tentar, depois, pouco a pouco, me inserindo nessa caminhada”, analisou. Milton ainda comentou que a Diocese de Criciúma possui uma boa estrutura. “A maioria das igrejas que eu fui, os santuários daqui, são muito bem cuidados, muito bem frequentados, as pessoas são muito queridas, muito acolhedoras. Isso é um outro aspecto aqui da gente do Sul. É um povo acolhedor, vocês acolhem as pessoas de uma maneira muito bonita e que eu aprecio muito”, destacou. Monsenhor Milton participou de uma entrevista especial no programa Ponto de Encontro e falou sobre o assunto. Ouça mais:
Parte 01
Parte 02
Assim como em uma ordenação sacerdotal, a ordenação de um novo bispo também possui um lema. A de Milton será “Que todos Te conheçam” (Jo 17,3). “Que todos Te conheçam a Ti, o Deus único e verdadeiro e aquele que enviaste Jesus Cristo. Então, que todos Te conheçam. O importante é destacar que, na bíblia, o verbo conhecer não é um verbo de examinar, de investigar, mas é um verbo que tem a ver com a relação afetiva. É uma relação afetiva. Então, conhecer a Deus significa ter uma relação afetiva com Deus. Conhecer Jesus é ter uma relação pessoal com Ele”, explicou Zonta. “Que todos tenham um conhecimento próximo com Jesus, porque Ele é o centro da nossa vida, é Ele que dá sentido a tudo aquilo que nós somos, a tudo aquilo que nós fazemos”, salientou.
Confira a entrevista também em vídeo:






































