Deixar tarefas, compromissos ou decisões para a última hora é uma forma de procrastinação. Para o psicólogo Marcelo Hugo Rocha, a procrastinação é um comportamento irracional do ser humano. “Não é uma questão de preguiça, é uma questão justamente de que a gente acaba fazendo um monte de outras coisas ao invés de estar fazendo aquilo que deveria estar fazendo, seja um projeto, seja estudar para alguma coisa, seja tomar uma decisão”, comentou o especialista. Agora na reta final do ano, muitas pessoas buscam fazer as metas propostas lá no começo. “O verão está chegando e muita gente quer chegar no verão com uma saúde, um corpo bonito, quer colocar um biquíni, uma sunga e quer curtir a praia. E aí as academias estão lotadas, muita gente deixando para fazer essa academia, o plano verão, para agora, em novembro, sendo que durante todo o ano não pegou no peso, não fez caminhada, não fez nenhum tipo de exercício”, citou.
De acordo com o psicólogo, as pessoas deixam para depois por causa das emoções desconfortáveis. “A gente procrastina porque a gente tem uma emoção ali desconfortável e a gente não quer passar por aquilo”, analisou. Segundo Marcelo, as pessoas são intolerantes às emoções negativas. Outro exemplo citado pelo psicólogo é o caso de uma pessoa que deseja terminar um relacionamento. “A pessoa já se deu conta que aquele relacionamento amoroso não faz mais sentido, só que, para tomar essa decisão, ela acaba empurrando com a barriga. Porque ela tem medo, o medo de: agora, será que eu vou encontrar a pessoa dos sonhos? Como a outra pessoa vai receber a notícia? Como vai se comportar? O que as outras pessoas vão dizer? Tudo isso gera medo e aí, em relação a isso, também gera ansiedade, porque é algo que eu estou pensando no futuro”, pontuou. O assunto foi abordado em entrevista, ouça:
Rocha afirmou ainda que todas as pessoas possuem momentos em que procrastinam mais, ou, menos. “Mas, de algum modo, a gente sempre procrastina”, salientou. Segundo o psicólogo, a criação de pequenas metas e detalhes pode ser importante para evitar a procrastinação. “Não adianta eu querer perder 50 quilos no ano que vem, sendo que nos últimos cinco anos eu não perdi um quilo. É esse realismo, esse choque de realidade que a gente precisa colocar também nas metas”, comentou. “Uma outra coisa também importante: eu não posso colocar todas as metas, grandes metas, em um único ano. Eu quero ficar milionário, eu quero trocar de emprego, eu quero arranjar o amor da minha vida, eu quero emagrecer. Não adianta colocar tudo também, porque aí a gente não consegue nada”, observou.






































