Pela sua contribuição à cultura de Santa Catarina, o urussanguense Yves Goulart foi homenageado com a Medalha do Mérito Cultural Cruz e Souza. A homenagem é considerada a maior honraria da área cultural no estado e foi entregue a Yves pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) na última segunda-feira, dia 24, em Florianópolis. “Eu tô feliz, tô em plenitude. Receber essa honraria com 50 anos de idade me deixa muito feliz”, disse Yves, que é cineasta e, recentemente, lançou a sua obra cinematográfica sobre o tenor Aldo Baldin. “Eu, com muita humildade, recebo essa condecoração da Medalha de Cultura do Mérito Cruz e Souza também devido a uma carreira que, ano que vem, está fazendo 30 anos que estou com a Goulart Filmes, com os meus 12 filmes entre curtas e longas. O Aldo Baldin veio chancelar esses 30 anos da Goulart Filmes, entregando essa obra à comunidade brasileira”, destacou.

Em entrevista, Yves contou que houve mais de 150 nomes da cultura catarinense indicados ao prêmio pela própria população. “Um voto democrático pela internet. Mas não basta ter 100 indicações feitas pela comunidade se a comissão não avaliar e votar. Tem pessoas que têm 100 amigos e mandaram 100 indicações, mas não ganharam porque a comissão achou que não estava madura o suficiente aquela obra daquele artista para receber”, comentou. “No ano de 2025 eu fui agraciado, fui condecorado com essa honraria”, frisou. Yves participou de uma entrevista especial no programa Comando Marconi e falou mais sobre a homenagem e seus próximos trabalhos artísticos. Ouça na íntegra:

 

O cineasta destacou que Urussanga faz parte de sua história com a arte e a cultura. “Traz um referencial de ser uma cidade pequena. Pequena em número de habitantes, mas grande em cultura, mas grande em história, grande em potência criativa”, pontuou. “São tantos artistas na cidade de Urussanga, merecedores do nosso respeito, da nossa credibilidade, mas, nesse momento, eu me sinto muito honrado e representante deles todos. Essa condecoração não é minha, ela vem com camadas e filtros de uma Urussanga que me deu um lápis e compasso nessa formação”, disse. “Eu estou no auge da minha carreira nesse momento, com condecorações e prêmios internacionais, mas eu acho que quando você tem esse olhar íntimo da sua comunidade, do seu estado, da sua capital, isso é de uma valia gigante e eu fico muito agradecido”, enalteceu.

Agora, Yves já está planejando outros trabalhos. Com o lançamento do filme “Aldo Baldin – Uma Vida pela Música”, o urussanguense pretende também desenvolver um livro sobre a obra. “Dos bastidores do filme, de tudo aquilo que não entrou no filme”, contou. “O livro já foi aprovado pela FCC, pela Fundação Catarinense de Cultura, através do PIC e a gente, o ano que vem, vai entregar a comunidade esse livro que vai ser com os recursos de Santa Catarina, do povo catarinense”, complementou. Além disso, Yves também quer desenvolver um novo filme sobre sua cidade natal, intitulada como “Urussanga”. “Urussanga, uma palavra tão emblemática, um nome tupi-guaraní, o nome de uma cidade de colonização italiana. Mas Urussanga é em nome da Companhia Carbonífera Urussanga, CCU, e eu vou contar a história, através da ficção, dos 31 mineiros. Eu vou contar a história de um dos mineiros, do que diz respeito ao meu tio que morreu na mina, Luís César Cardoso, que morava na comunidade do Itanema, e o meu ponto de vista ficcional sobre esse personagem, sobre ele que foi para o trabalho no dia 10 de setembro de 1984”, detalhou.

Veja também: