A saúde mental foi um dos temas abordados durante a sessão dessa terça-feira, dia 2, na Câmara de Vereadores de Cocal do Sul. Os vereadores Chicão (PL) e Glícia Pagnan (MDB) destacaram mais sobre as ações da campanha do Setembro Amarelo, de conscientização e prevenção do suicídio. Em entrevista, a vereadora Glícia contou que busca sempre ressaltar os temas relacionados à saúde, já que é profissional da área. “O Setembro Amarelo não é muito falado por conta da delicadeza que envolve a situação, há uns cinco, seis anos para cá é que a gente observa que a mídia, e o próprio contexto, estão dando mais ênfase a essa tema, a se falar um pouquinho mais do assunto, mas tem que ter todo um cuidado, realmente”, afirmou a vereadora.

Segundo a parlamentar, dados apontam uma média de 40 casos de suicídio por dia no Brasil. Além disso, Glícia comentou sobre as tentativas de suicídio, que necessitam de atendimento médico. “Por isso que se deve falar do Setembro Amarelo com o tom de orientar as pessoas a procurar ajuda”, disse. A vereadora salientou sobre o trabalho desenvolvido pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps). “Lá tem uma equipe preparada, multiprofissional, vários ali que acolhem demandas de tentativas ou de casos dentro da saúde mental. Tem que ter um olhar diferente para esse público, principalmente os que já têm uma depressão instalada, ou alguns transtorno, bipolaridade ou outros transtornos dentro do âmbito da saúde mental”, reforçou. O assunto foi abordado em entrevista, ouça mais:

 

Outros trabalhos

Em entrevista, Glícia também falou sobre seu papel como vereadora em Cocal do Sul. A parlamentar destacou que essa é a primeira vez que está na função. “É a primeira vez que entrei nesse jogo, vamos dizer assim, porque é um jogo e eu não sei se vou continuar isso aqui nesse jogo por muito tempo. Porque a política traz também um peso para a vida da gente, um peso no sentido de tantas demandas que a população nos traz e que a gente, enquanto vereador, não consegue resolver tudo”, comentou. “As pessoas criticam muito o vereador assim, somos funcionários do povo, mas eles têm a ideia de que o vereador tem que resolver as coisas e isso me incomoda às vezes porque aí a gente vai dormir pensando em tanta coisa”, acrescentou ainda.