A escolha do método anticoncepcional é uma etapa fundamental na vida das mulheres e deve ser realizada com base em informações sobre eficácia, segurança e adaptação ao organismo. Em entrevista, a ginecologista e obstetra Bianca Bez Batti De Pellegrin explicou as diferentes opções disponíveis, destacou a importância do acompanhamento médico e esclareceu alguns receios comuns em relação ao tema. Ouça na íntegra a entrevista com a especialista:

 

Os métodos contraceptivos são divididos entre definitivos, como laqueadura e vasectomia, e reversíveis, que incluem opções comportamentais, de barreira, hormonais e dispositivos intrauterinos (DIUs). A taxa de falha varia entre eles, sendo os métodos como coito interrompido e tabelinha os menos eficazes, enquanto implanon, DIUs e métodos cirúrgicos apresentam maior segurança na prevenção da gravidez.

A médica reforça que a escolha do método deve levar em conta diversos fatores, entre eles a adaptação da paciente e seu perfil de saúde. “É um assunto que todas as mulheres vão ter que tratar um dia na vida, né? E, para algumas, existe um certo receio, um certo tabu mesmo, e, às vezes, até uma falta de informação sobre todas as possibilidades, porque, geralmente, o que que acontece? ‘Ah, eu vou pensar em começar a ter relação sexual’, logo vem na cabeça o comprimido. E não é bem assim. Comprimido é uma das várias possibilidades que a gente tem. Então, às vezes, ‘ah, eu não me adaptei ao comprimido, não tá dando certo, o que que eu vou fazer agora?’ Então, saber que existem diversas possibilidades, ajuda muito”, explica.

O medo de que falar sobre métodos contraceptivos estimule a iniciação precoce da vida sexual ainda é uma realidade em alguns cenários, mas, segundo a ginecologista, essa ideia deve ser desmistificada. “Antigamente, existia um certo receio, ‘ah, não, se a gente falar sobre contracepção, a gente vai estar estimulando a iniciar atividade sexual’. Na verdade, não é isso, é informação, é informação de qualidade para gente prevenir aquilo que a gente não quer”.

Entre as alternativas disponíveis, além do comprimido, estão os adesivos contraceptivos, anéis vaginais, injeções hormonais e DIUs. Os métodos cirúrgicos, como laqueadura e vasectomia, também são opções para quem deseja uma solução definitiva. No entanto, a especialista destaca a importância do preservativo na proteção não apenas contra a gravidez, mas também contra infecções sexualmente transmissíveis. “Então, sempre que a gente fala contracepção, anticoncepcional, todo mundo, sem querer, já pensou, comprimido. E, na verdade, o que a gente tem de opções? Existem os comprimidos, sim, diversas possibilidades, com diversas combinações, existe injeção, existe adesivo contraceptivo, existe anel vaginal, existe implanon, existe DIU e, claro, existem os métodos cirúrgicos, que seria a laqueadura ou vasectomia e, importantíssimo, que a gente não pode deixar de falar, preservativo. Porque o preservativo, tanto feminino quanto masculino, ele previne uma gestação não planejada, só que, mais importante de tudo, doença, o único método que a gente pode prevenir doença junto é o preservativo”, salientou Bianca.

Com a variedade de métodos disponíveis, a orientação profissional é essencial para que cada mulher encontre a opção mais adequada às suas necessidades e expectativas. O acompanhamento ginecológico regular garante maior segurança na escolha e no uso correto do contraceptivo, evitando falhas e possíveis complicações.