Cada dia mais a tecnologia avança e a grande maioria das pessoas têm acesso a ela. No entanto, as crianças também estão se expondo cada vez mais cedo ao conteúdo disponível na internet. A exposição diária, o excesso de estímulo ao consumo, o acesso a conteúdo pornográfico, o cyberbullying, a rotina de isolamento e sedentarismo estão se tornando problemas que vão marcar várias gerações. Esses problemas foram abordados em uma obra com o trabalho de vários autores, além das formas de trabalho infantil artístico, na figura dos influenciadores digitais mirins, e a proteção da infância frente à sexualização precoce incitada pela publicidade e a alienação parental.

Uma das autoras da obra, professora doutora Sandra Cavalcante, participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e explicou mais sobre a obra, e os desafios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) frente à vulnerabilidade no ambiente virtual. Ouça na íntegra:

 

São regras constituídas a partir da observação de como era a infância no Brasil no final da década de 1980, estatuindo-se como necessárias para a sua proteção contra os riscos decorrentes da vida em sociedade. Porém, trinta anos se passaram. E a infância da década de 1990 pouco se assemelha com a infância da década de 2020, na qual crianças e adolescentes passam várias horas do dia conectadas à internet. (Estatuto da Criança e do Adolescente – Entre a Efetividade dos Direitos e o Impacto das Novas Tecnologias, p. 150).

O título é coordenado pela professora de Direito Civil da UFOB, Dra. Andrea Sant’Ana Leone Souza, pelo diretor do Mediterranea International Centre for Human Rights Research da Università degli Studi ‘Mediterranea’ di Reggio Calabria, Dr. Angelo Viglianisi Ferraro, e pelo bacharel em Direito, Doutor e Livre-Docente em Direito Civil pela USP, professor Eduardo Tomasevicius Filho.

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