Quem tem alergia sofre com o problema o ano inteiro, mas em certas estações do ano, como a primavera, as crises se acentuam e a busca por atendimento nas unidades de saúde aumenta. O motivo para isso encontra-se na natureza: o pólen. “Essa partícula das flores tem a tendência de ser irritativa, principalmente para as pessoas que já são alérgicas. Então ela desencadeia um quadro de rinite, pode atacar a asma de alguns pacientes, e pode gerar quadros de conjuntivite alérgica”, explica o diretor clínico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas Zona Leste, localizada em Santos (SP), doutor Carlos Alberto de Oliveira.

O especialista ressalta que a primavera é uma estação em que o tempo fica mais seco, o que facilita a dispersão das partículas de pólen, que ressecam as mucosas do nariz. “Rinite é um processo inflamatório das mucosas nasais. É uma reação exagerada do organismo a algumas partículas, como o perfume, a poeira, ácaro, pelo de cachorro, de gato. Já a asma é uma doença que acomete o pulmão, então o pulmão do paciente tem um aumento de responsividade, ele fica hiper responsivo a algumas partículas que causam rinite em algumas pessoas, mas em outros causaria uma exacerbação, um quadro agudo de asma”, esclarece Carlos sobre se a rinite pode evoluir para a asma.

O assunto foi destaque em entrevista no programa Ponto de Encontro com o doutor Carlos Alberto. Saiba mais na íntegra:

 

Um dos problemas que a alergia pode causar é a conjuntivite alérgica. “É algo que ocorre em um paciente que tem rinossinusite, tem rinite e tem essas doenças de alergia da via aérea superior. Normalmente o paciente tem aquele lacrimejamento, sai aquele monte de líquido dos olhos quando a rinite está bem atacada. São quadros que quando você controla o organismo, toma remédios para alergia com prescrição médica você costuma melhorar tudo. Diminui o lacrimejamento, diminui a coceira, o vermelhidão. Difere do quadro da conjuntivite infecciosa, que pode ser bacteriana, viral”, frisa.

Saiba como se proteger

Asma: carregado pelo vento, o pólen torna-se um composto capaz de causar reações alérgicas nas crises de asma. Nesse caso, é importante manter a casa sempre limpa, especialmente objetos com felpudos, como tapetes e brinquedos de pelúcia, para evitar o acúmulo de pólen. Também é necessário manter limpo o filtro do ar-condicionado do carro e da casa.

Conjuntivite: com o desabrochar das flores, o pólen começa a se dissipar no ar, causando irritação nos olhos. Para prevenção, o indivíduo precisa manter os olhos limpos e lubrificados, lavar as toalhas de rosto diariamente, assim como trocar as fronhas do travesseiro. É importante consultar o médico caso a conjuntivite piore para orientação medicamentosa.

Rinite: nesse caso, o pólen pode irritar as vias aéreas. Além disso a mudança climática também pode provocar irritação nas mucosas nasais e da garganta. A melhor forma de prevenção é beber líquidos, como água e sucos naturais, mantendo as vias aéreas sempre lubrificadas. É importante também optar por ambientes arejados, dando preferência para locais sem tapetes, carpete, almofadas e cortinas, que podem acumular pólen e poeira.

Colaboração: Comunicação Pró-saúde