Manifestantes protestam contra os resultados das eleições em frente ao 28° Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), sede do Exército Brasileiro, em Criciúma. Os atos estão acontecendo durante esta quinta-feira, dia 3. Os manifestantes também se reuniram durante a quarta-feira, dia 2, com maior movimento comparado a hoje. Os protestantes são contra os resultados das urnas, no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o atual presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).

Os participantes pedem uma “intervenção federal”, já que, segundo eles, as eleições não foram limpas. “Nós estamos clamando por uma intervenção, para que, principalmente o poder militar, venha resolver isso. O poder militar é um poder moderador, então nós estamos aqui em frente ao 28° GAC representando toda a força militar do nosso país”, comentou um participante do ato, Eliezer Elias. O manifestante ainda ressaltou que a mobilização é espontânea e popular, que não é em nome de um partido político ou em nome de uma pessoa, e sim em nome do povo brasileiro.

O repórter Marco Búrigo está cobrindo os atos e trouxe mais detalhes. Ouça a reportagem:

 

Apesar das alegações de que as eleições não foram limpas, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu um relatório preliminar que indica que não houve fraudes nas urnas, não encontrando nenhuma divergência. Ouça mais na matéria:

 

Na noite de ontem, dia 2, o presidente Bolsonaro divulgou um vídeo nas redes sociais solicitando que os manifestantes desobstruam as rodovias federais. Isso porque, desde a noite de domingo, protestantes estão bloqueando diversos trechos das rodovias em todo o país. “Nós temos que ter a cabeça no lugar. Os protestos, as manifestações são bem-vindos, fazem parte do jogo democrático. Ao longo dos anos muito disso foi feito pelo Brasil, na Esplanada, em Copacabana, na Paulista. Mas tem algo que não é legal: o fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, está lá na Constituição”, disse Bolsonaro. “Desobstruam as rodovias, isso não faz parte das manifestações legítimas”, acrescentou.

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