A Rádio Marconi está acompanhando todas as informações sobre as eleições de 2022, principalmente as recentes manifestações por parte de apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro (PL). Desde a manhã de segunda-feira, dia 31, nossa reportagem está nas principais rodovias bloqueadas pelos manifestantes, informando aos ouvintes sobre os atos que estão acontecendo. A reportagem conversou com várias pessoas envolvidas nas manifestações, seja quem está promovendo elas ou quem está nas filas e não concorda com os atos. Isso é o jornalismo, ouvir ambas as partes e informar a todos. A Rádio Marconi, uma emissora de mais de 71 anos de história, repudia qualquer ato de agressão e/ou intimidação contra os profissionais de imprensa.

Na manhã desta quarta-feira, dia 2, o nosso repórter Marco Búrigo foi hostilizado e intimidado nas manifestações por apoiadores de Bolsonaro. Marco estava conversando com uma mulher, que inclusive é eleitora do atual presidente, e que informou que não concordava com as manifestações, afirmando ser a favor da democracia e dos resultados das urnas. Neste momento, alguns manifestantes questionaram o que o repórter era, se era a favor ou contra a manifestação. “Eu sou a favor do jornalismo”, foi a reposta de Marco. Os manifestantes envolvidos alegaram que o repórter estava divulgando as informações para a polícia agir nos atos. Marco afirmou que estava a favor do movimento desde domingo à noite, informando sobre o que estava acontecendo. Os manifestantes afirmaram que se o repórter estivesse “prejudicando” o ato, ele deveria sair do local.

Assim como qualquer veículo de comunicação sério, a Rádio Marconi preza pelo jornalismo imparcial. Não compactuamos com qualquer caso de intimidação à imprensa. Nos solidarizamos com outros jornalistas em todo o Brasil que também estão passando por situações de hostilidade na cobertura das manifestações. Hostilidade e intimidações representam um ataque à liberdade de imprensa e à democracia.

Ouça na íntegra a reportagem:

 

Confira o momento em que o repórter Marco é intimidado pelos manifestantes:

 

O apresentador do Comando Marconi, Joel Bernardo, também comentou sobre o caso. Ouça:

 

A Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert) emitiu uma nota sobre os casos de intimidação contra jornalistas que estão ocorrendo em todo o país. Leia:

NOTA DE REPÚDIO

A Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT considera inaceitável que profissionais de comunicação sejam vítimas de atos de violência, ameaça e tentativa de impedimento do exercício da sua profissão.

Nesta semana, durante as manifestações que bloquearam diversos pontos das estradas de Santa Catarina, equipes de emissoras de rádio e televisão foram hostilizadas, ameaçadas e impedidas de levar os fatos à sociedade catarinense.

Atitudes como essa acabam depondo contra o próprio movimento, impedindo que as suas reivindicações cheguem ao conhecimento de toda a população, de maneira democrática, com apuração séria e imparcial.

A ACAERT condena toda manifestação que não seja pacífica e ressalta que qualquer tipo de intimidação, violência e tentativa de constranger os meios de comunicação em sua missão de informar à população configura atentado contra a liberdade de imprensa e o direito fundamental do acesso à informação, garantias previstas na Constituição Brasileira.

O rádio e a TV, veículos essenciais da mídia regional, sempre presentes no dia a dia defendendo as causas para o bem comum da sociedade, não podem ser cerceados do direito de fazer o seu trabalho, o que também caracteriza um crime contra a democracia.

Que as autoridades apurem com rigor todos os fatos ocorridos e solucionem de maneira firme, porém pacífica, este impasse para o bem de toda a população. Nossa solidariedade a todos os profissionais e emissoras envolvidos nestes tristes episódios.

ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO – ACAERT