Durante todo o mês de outubro, a saúde da mulher é ainda mais valorizada por conta da campanha do Outubro Rosa. Em Urussanga, a Secretaria da Saúde está realizando diversas ações em prol da mulher, com o objetivo de ressaltar a importância do diagnóstico precoce do câncer mama e do câncer de colo de útero. Um assunto que merece destaque e que também está relacionado às mulheres é a saúde sexual feminina. De acordo com a médica da Atenção Primária de Saúde, doutora Luiza De Bona Sartor, a saúde sexual é um tabu e muitas pessoas, principalmente as mulheres, deixam de debater por vergonha.

Conforme Luiza, apesar da vergonha, as mulheres estão buscando esclarecer suas dúvidas em relação a saúde sexual em consultórios médicos. “Elas estão conseguindo, vem melhorando falar mais sobre o assunto”, comentou. “Uma relação sexual saudável ajuda, inclusive, nas doenças físicas e psíquicas, porque uma relação sexual prazerosa para a mulher diminui as dores, em um geral, além de diminuir quadros depressivos e ansiosos, e melhorar essa relação com a sociedade, com a sua família e com o parceiro”, acrescentou.

O programa Comando Marconi abordou mais sobre o assunto em entrevista com a doutora Luiza. Ouça na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

A especialista afirmou que a saúde sexual da mulher é mais complexa que a do homem. “A saúde sexual da mulher envolve tanto a parte física, como a parte de ela estar se sentindo segura consigo mesmo, estar com uma auto estima boa, estar tendo uma relação com uma pessoa a qual ela confia, que deixa ela a vontade para se sentir bem com o seu corpo, se sentir bem com o ambiente”, explicou Luiza. A doutora ainda ressaltou que é importante que a mulher saiba que ela não precisa ter relações caso ela não se sinta confortável. “Muitas mulheres sempre foram usadas como objeto de prazer masculino, mas em muitas relações elas sentem dor, e muitas delas nunca conseguiram atingir o prazer máximo, que seria o orgasmo”, comentou.

Luiza ressaltou que a saúde sexual da mulher deve ser conversada mais vezes, seja na própria família como com o próprio médico, principalmente com adolescentes que ainda não iniciaram a sua vida sexual. “Muitos pais não conversam porque acham que o filho vai iniciar mais cedo a vida sexual por falar do assunto, mas é totalmente ao contrário. Vários estudos já mostraram que pais que são abertos de conversar sobre isso com os filhos, a chance de uma gravidez precoce é muito menor, assim como a chance de adquirir uma doença sexualmente transmissível é menor”, reforçou a especialista.

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