A Secretaria de Saúde e Vigilância Epidemiológica de Urussanga promoveram uma capacitação sobre a Varíola Símia, causada pelo vírus Monkeypox, para médicos e enfermeiros. Ministrada pelo médico infectologista Raphael Farias de Medeiros, a ação, que aconteceu na última sexta-feira, dia 7, visou preparar os profissionais para o manejo clínico e biossegurança nos casos suspeitos.

Segundo o Informe Epidemiológico do dia 4 de outubro, divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica Estadual (DIVE/SC), Santa Catarina possui 291 casos confirmados da infecção, dos quais 83,4% foram registrados em homens entre 18 e 40 anos de idade. “Não temos nenhum caso confirmado na Região Carbonífera, mas isso não é motivo para baixarmos a guarda, pelo contrário, precisamos estar atentos aos sintomas e casos suspeitos, para evitar que o vírus se espalhe por aqui”, destacou a secretária de Saúde, Ingrid Zanellato.

Sobre o Monkeypox

Desde 23 de julho de 2022, a Organização Mundial da Saúde declarou a Varíola, doença causada pelo vírus Monkeypox, como uma emergência de saúde pública global. Segundo Nota Técnica da Dive/SC, a transmissão do vírus requer contato próximo, como abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias, com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Também pode ocorrer transmissão por meio de contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas recentemente pela pessoa infectada.

O período de incubação varia de 5 a 21 dias, e o período de transmissão do vírus ocorre a partir do início dos sintomas até o desaparecimento das crostas presentes nas lesões de pele. O principal sintoma da doença é o aparecimento de erupções cutâneas. Além das lesões, podem ocorrer também febre, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, dores nas costas, aumento nos linfonodos, calafrios e exaustão. Nos casos recentemente detectados há preponderância de lesões na área genital. A erupção passa por diferentes estágios, podendo se assemelhar com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai. A diferença na aparência da varicela ou da sífilis é a evolução uniforme das lesões.

A confirmação diagnóstica da doença ocorre por meio de testes laboratoriais (RT-PCR) que detectam sequências específicas do vírus em amostras do paciente.

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Colaboração: Ana Paula Nesi / Assessoria de Imprensa