O vice-prefeito de Urussanga, Jair Nandi (PSD), completou um ano como prefeito interino do município na última sexta-feira, dia 20. Nandi está à frente dos trabalhos de Urussanga desde maio do ano passado, quando o prefeito Luis Gustavo Cancellier (PP) foi afastado pela Polícia Federal após a Operação Benedetta. Na última terça-feira, dia 17, Cancellier concedeu uma entrevista exclusiva à Rádio Marconi e afirmou que o município está “parado” há um ano (saiba mais aqui).

Nesta segunda, dia 23, Nandi participou do Comando Marconi e apresentou dados de crescimento de Urussanga, desde maio, quando assumiu a prefeitura de forma interina. Ouça na íntegra a entrevista de Jair Nandi:

“A ideia de que a cidade parou não prospera, nós estamos à frente tomando as decisões”, comentou o prefeito interino. Nandi afirmou que Urussanga é a quarta, das doze cidades da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), que mais gera riqueza. Segundo o prefeito, em um ano, Urussanga cresceu 15,56%, analisando desenvolvimento, geração de empregos, e arrecadação em geral. Os dados apresentados por Nandi são da Fazenda Estadual.

Nandi também comentou que Urussanga liberou sete empreendimentos imobiliários desde maio do ano passado. “Nós temos a possibilidade de mais de 900 novos empreendimentos, novas casas, novos pequenos prédios. Isso vai gerar uma economia, um movimento econômico, de riqueza dentro do município na construção civil”, comentou. “É uma ação que vai trazer emprego, renda, vai gerar IPTU, energia, água, luz, enfim, movimenta toda uma cadeia”, completou.

O prefeito interino também falou sobre a redução do alvará de funcionamento das empresas, que foi um trabalho da prefeitura em colaboração com a Associação Empresarial de Urussanga (ACIU) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). “O investidor precisa ser tratado com respeito e na nossa administração ele está sendo tratado”, ressaltou. Além disso, Nandi reforçou as ações promovidas para o desenvolvimento cultural da cidade, que fomenta o turismo na região.

“A cidade, pelo contrário, não está parada, em nenhum momento. Se ela cresce 15% do seu Produto Interno Bruto, o seu PIB, isso significa dizer que esse conceito é derruído, ele cai por terra, não se sustenta pelos números que foram demonstrados”, disse Nandi sobre as falas mencionadas na entrevista de Cancellier. “Eu acho que, partindo desse pressuposto, foi infeliz a colocação, até porque em todos os momentos que eu estive aqui na rádio eu jamais olhei pelo retrovisor, eu acho que cada um faz o seu melhor enquanto está lá, e esse é o propósito”, afirmou.

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Karine Possamai Della / Da Redação