Aberta ao público desde março de 2007, a Casa Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, em São Paulo, completa neste mês 15 anos. De lá para cá, mais de 107.000 pessoas visitaram a casa e sua valiosa coleção de mais de mais de 1.600 obras, entre pinturas, mobiliário, peças arqueológicas e decorativas, além do jardim, cujo projeto original leva a assinatura de Roberto Burle Marx. A cada cômodo da casa, o visitante pode conhecer um pouco das obras da Coleção Ema Klabin, que com caráter panorâmico e histórico, reúne 35 séculos de arte e cultura.

A superintendente da Casa Museu Ema Klabin, Fernanda Paiva Guimarães, participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e explicou mais sobre a programação durante este mês. Ouça:

 

Polo cultural da cidade de São Paulo

O museu oferece uma gama variada de atividades culturais, a maior parte gratuita. Nesses 15 anos, o público pôde prestigiar, além da exposição de longa duração, 26 exposições temporárias, entre elas: Livros Raros Ilustrados (2009), A Casa da Rua Portugal (2014); Porcelana Europeia na Coleção Ema Klabin (2018), Gravuras de Rembrandt (2019), Balada do Terror de Maria Bonomi (2020); O Falsificador Espanhol e Ema e a Moda do século XX: as roupas e a caligrafia dos gestos (2021). Além disso, foram realizadas dez exposições / intervenções de arte contemporânea dos programas Jardim Imaginário, Hóspede, Backdrop Grafite e Intervalo Contemporâneo, trazendo artistas como João Loureiro, Paulo Climachauska e Alex Flemming para dialogar com os ambientes e a coleção. Muitos deles também participaram das mais de 50 edições do programa Arte-Papo.

Novas exposições

Este ano, duas novas exposições temporárias estão marcadas apresentando recortes da Coleção Ema klabin: Faca, colher & garfo, em abril, apresentando os faqueiros da coleção e sua história, e ReviraVolta, em setembro, que proporá uma nova leitura da coleção, ambas com curadoria de Paulo de Freitas Costa.

Visitas mediadas: Semana de Arte Moderna

As visitas mediadas ao museu ganham sempre uma nova roupagem, estimulando diversas formas de apreciar a coleção. Em março, o público será convidado a refletir sobre as mulheres que atuaram na articulação cultural e no fomento das artes, reverberando e disseminando os ideais modernistas. A programação “De Olho na Coleção: Ecos do Modernismo, as Mulheres na Coleção Ema Klabin”, acontece aos sábados, nos dias 5, 12, 19 e 26/03; sempre às 14h; também é possível realizar visitas mediadas e livres de quarta a domingo.

Uma mulher à frente de seu tempo

Ema Klabin teve uma ativa participação na vida cultural da cidade de São Paulo. Foi membro dos conselhos da Fundação Bienal de São Paulo, do MASP, do Museu de Arte Moderna de São Paulo; colaborou na criação do Museu Lasar Segall e da Fundação Magda Tagliaferro, foi sócia da Sociedade Cultura Artística e da Orquestra Filarmônica de São Paulo, entre outros.

Ema Klabin e a música

Ema Klabin adorava música e a sala de música da casa preserva seu piano Érard, de 1912, em que tocaram mestres como Magda Tagliaferro (1893-1986) e o maestro João Carlos Martins.  E mesmo após a casa virar museu, a música continua a reverberar, agora em um palco aberto ao público na área externa, ao lado do jardim.

Pelo programa Tardes Musicais do museu, quase 400 artistas se apresentaram nesses 15 anos, entre eles Toninho Ferragutti, Mawaca, Arthur e Lívia Nestrovski, Tito Martino Jazz Band, Fortuna e Cecília Moita.

Palestra: Patrícia Galvão (Pagu) e Antonieta Rivas

Nessa uma década e meia de abertura, 250 cursos, palestras, oficinas, mesas-redondas abordaram importantes temas como história da arte, história social, arte contemporânea, escrita criativa, literatura, sustentabilidade, arquitetura, arqueologia, entre outros. Neste mês de março, já estão com inscrições abertas a palestra “Patrícia Galvão (Pagu) e Antonieta Rivas Mercado: trajetórias e práticas políticas de duas mulheres inquietas” (dia 9) e o minicurso ” Agência e o protagonismo negro no Modernismo Brasileiro ” (dias 16, 23 e 30).

No meio do caminho, a tecnologia

Cada vez mais museus ao redor do mundo estão buscando formas de utilizar a tecnologia para aprimorar ou aprofundar a experiência do usuário, frente de trabalho que se tornou imprescindível em tempos de pandemia e que deve ser mantida. Em 2021, com a realização do projeto Digitalização da Coleção Ema Klabin, que contou com o apoio do BNDES, a co-idealização de Benfeitoria e SITAWI e a parceria da Beenoculus, a Casa Museu Ema Klabin deu início à digitalização de seu acervo e realizou a sua primeira ação de realidade virtual, disponível em seu canal no YouTube.

É possível conhecer as obras e os ambientes da Casa Museu Ema Klabin no Google Arts & Culture, pelo link: https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin, ou por meio da ferramenta digital Explore, no site do museu: https://emaklabin.org.br/explore/.

A um click da arte

Também é possível no site do museu fazer downloads gratuitos de diversas publicações produzidos nesses 15 anos, como A Coleção Ema Klabin, livro organizado por Paulo de Freitas Costa em 2017, ou O Caderno de Receitas de Ema Klabin, com receitas selecionadas por Janka Babenco (2017), além dos catálogos de diversas exposições, como Porcelana europeia na Coleção de Ema Klabin (2018), entre outros.

Colaboração: Cristina Aguilera / Assessoria de Comunicação