Após 35 anos de serviços prestados, Névton Vicente Rech Bortolotto pôs os seus cargos na prefeitura de Urussanga à disposição. O servidor atuou em atividades alternadas como arquiteto no Departamento de Planejamento e Diretor de Cultura. Névton conta que o seu envolvimento com Urussanga iniciou muito antes, quando criança. Natural de Nova Veneza, Bortolotto relata que nos anos 60 visitava Urussanga para levar doações ao Paraíso da Criança. “Ali a gente começou a sentir um amor por Urussanga, vinha aqui, vinha a missa do Padre Agenor…”, comenta.

Segundo Bortolotto, uma das ocasiões que o marcou foi no centenário da cidade, onde era chefe de escoteiro e ficou acampando em Urussanga durante as festividades para dar apoio, em 1978. Anos depois, retornou ao município urussanguense a trabalho como estagiário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para realizar um levantamento das correntes imigratórias italianas através das edificações históricas. Durante dois anos, Névton visitava Urussanga durante os finais de semana, com o apoio da gestão municipal. “Eu criei um vínculo forte com a prefeitura (…) e eu me apeguei muito a Urussanga”.

Após concluir o seu curso de arquitetura em Florianópolis, Bortolotto retornou a Nova Veneza, onde começou atuar como diretor de planejamento da prefeitura. Nos anos 80, o professor responsável por dar aulas de língua italiana em Urussanga foi transferido e Névton foi convidado para ajudar na Escola de Língua Italiana. Em 86, Bortolotto recebeu a proposta de se transferir para Urussanga para desenvolver a parte de cultura. “Eu me transferi para cá, mas não me desliguei de Nova Veneza. Fiquei um ano, um ano e meio, porque lá eu ajudei na organização do centenário e fui contratado aqui em Urussanga, não pela prefeitura, eu era pago por fora”, explica.

Em agosto de 1987, Bortolotto foi contratado pelo Doutor Ado como arquiteto da prefeitura no setor de planejamento. “Aí começou a minha saga em Urussanga, então logo eu pude me transferir para cá, e eu sempre desenvolvi paralelamente essas duas funções, de arquiteto no planejamento e esporadicamente como diretor de cultura, mas sempre ligado entre uma e outra”, relata. Bortolotto participou de entrevista no programa Comando Marconi e falou mais sobre os seus 35 anos de trabalho em Urussanga. Ouça na íntegra:

 

Agora, Névton pretende cuidar de sua saúde e garante que sempre estará à disposição da cultura e da gestão do município. “Quem sabe eu consiga contribuir mais agora que eu tenho tempo todo livre para cultura do que eu pude até hoje, porque eu vou poder estar lá no museu, fazendo as minhas pesquisas que eu não podia até agora”, afirma.