O prefeito interino de Urussanga, Jair Nandi (PSD), garantiu que a administração municipal irá se reunir para decidir sobre as providências que serão tomadas a respeito das suspeitas de fura-filas na vacinação contra a Covid-19.  Na tarde de ontem (19), o Ministério Público de Santa Catarina obteve a indisponibilidade de bens de pessoas envolvidas na secretaria municipal de saúde, sendo elas: a secretária de saúde, Ingrid Zanellato; a coordenadora de vigilância epidemiológica, Marília Ferrera Marcineiro; a coordenadora de atenção básica, Lilyan Vieira Barzan Plucenio da Silva; a enfermeira e coordenadora de unidade de saúde da família, Ana Paula Wernke Salvador; a técnica de enfermagem, Bárbara Euzébio Burin; e a enfermeira e coordenadora de saúde da família, Amanda Rinaldi. A Justiça determinou um prazo de 15 dias para as requeridas se manifestarem antes de decidir pelo aceite da ação judicial.

Em entrevista ao Comando Marconi, Nandi afirmou que irá, na tarde de hoje (20), reunir-se com as envolvidas e com a administração para analisar profundamente o caso antes de tomar qualquer decisão. O prefeito interino salientou que a prefeitura ainda não havia sido notificada pelo Ministério Público sobre a decisão do recolhimento de bens, sendo que as únicas informações repassadas são as que foram divulgadas pela notícia do MPSC e da imprensa. Ouça a seguir a entrevista completa com o prefeito Jair Nandi sobre o caso:

 

Nandi também comentou sobre a sindicância municipal que apurou as supostas irregularidades. A sindicância concluiu, no início de agosto, que não houve falhas na aplicação das doses contra a Covid-19 no município e que não houveram fura-filas. A sindicância foi instaurada por Nandi após o vazamento de áudios no qual a secretária Ingrid afirmava que havia casos em Urussanga em uma reunião realizada em 18 de março. O processo desta sindicância concluiu que houve equívocos da equipe no momento de registrar os nomes dos vacinados no sistema. Além disso, conforme a entrevista de Nandi no dia 12 de agosto (acesse aqui), houve casos de “xepa”, isto é, por medo das vacinas passarem da validade após serem abertas, a equipe vacinava pessoas fora do grupo prioritário para evitar desperdícios. O prefeito interino disse que a sindicância e o Ministério Público dispõem de ferramentas diferentes de investigação.

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MPSC obtém bloqueio de bens de servidores da saúde envolvidos em casos de fura-fila, em Urussanga

 

Operação tapa-buracos

Na oportunidade, o prefeito interino também falou sobre a operação tapa-buracos que está acontecendo nas rodovias SC-445 e SC-108, nos trechos pertencentes a Urussanga. As obras paliativas iniciaram na manhã desta terça-feira (19) após inúmeros pedidos de motoristas e da própria população, já que as vias se encontram deterioradas por conta de buracos. Nandi reforçou que a responsabilidade pelo cuidado das duas vias é por parte do Governo do Estado, mas por conta da situação das estradas foi necessário o município intervir para fazer a operação tapa-buracos. Confira mais sobre o assunto no player abaixo:

 

Da Redação