Existem mais de 200 tipos de cefaleia catalogadas, e a enxaqueca é uma delas. Popularmente conhecida como dor de cabeça, a cefaleia é a sétima doença mais incapacitante do mundo. Só no Brasil, atinge cerca de 140 milhões de pessoas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe). Embora sejam parecidos, a enxaqueca e a dor de cabeça não são sinônimos. Resumidamente, a enxaqueca é um dos tipos existentes das dores de cabeça. A enxaqueca pode apresentar a aura ou não, ou seja, há casos em que existem sintomas prévios antes da dor em si, como tonturas ou alterações na visão com pontos luminosos e há casos que não ocorre isso nas pessoas. A dor de cabeça mais comum é a tensional, causada pelas preocupações e ansiedade do cotidiano, no qual as pessoas podem sentir aperto na cabeça gerada pela tensão. De acordo com o neurologista e neurocirurgião, doutor Celso Zuther Gobbato, a ocorrência de uma dor de cabeça súbita, no qual a pessoa nunca tenha tido antes, acompanhada de vômitos, é sinal de alerta e é necessário procurar o hospital, já que pode ser um aneurisma ou hemorragia cerebral.

Se uma pessoa possui enxaqueca com certa frequência é preciso investigar para saber o porquê desta dor e quais são os gatilhos que fazem ela surgir. Conforme Gobbato, existem determinados fatores que podem causar a enxaqueca e que muitas vezes, por conta da pessoa não procurar um especialista, não sabe que é por conta disso. Consumo de alimentos como cafeína, chocolate, queijo, frituras e refrigerante podem originar a dor. Além disso, o excesso ou a falta de sono e períodos sem se alimentar corretamente podem proporcionar a ocorrência de enxaquecas. O neurologista também explicou que a automedicação pode estar relacionada com essas dores de cabeça. “Se essa dor de cabeça alivia com analgésico comum, também não pode ficar tomando a vida inteira analgésico, o excesso de analgésico também pode provocar mais dor de cabeça”, afirmou.

Confira mais detalhes sobre este assunto na entrevista com o doutor Celso Zuther Gobbato para o programa Ponto de Encontro. Ouça:

 

Dr. Celso Zuther Gobbato

Médico neurologista e neurocirurgião, com graduação em Medicina pela Universidade de Caxias do Sul/RS e Residência Médica em Neurocirurgia pelo Hospital Cristo Redentor, Porto Alegre/RS.

Atuando como tutor da 2⁰ e 4⁰ fases do Curso de Medicina da UNESC apresenta experiência (18 anos de atuação na região, 46 anos de medicina) em atendimento ao trauma, patologias vasculares, oncologia, coluna, neurologia, elentroencefalografia, neurointensivismo e epilepsia.

Médico neurologista/neurocirurgião do Centro Especialidades da SMS de Criciúma (SUS), assim como associado Clínica Neurosul onde mantém atendimento na área privada e suplementar.