O vereador Fabiano Murialdo De Bona (PSDB) se pronunciou sobre inquérito que foi instaurado pela Polícia Civil para apurar a sua conduta nas investigações do ex-diretor do Samae (saiba aqui). O delegado Ulisses Gabriel falou em entrevista ao Comando Marconi de segunda-feira (13), que uma das 12 testemunhas, um vereador em exercício, não queria prestar compromisso de falar a verdade sobre o que sabia para não prejudicar o investigado, que é seu amigo íntimo. Em entrevista ao programa de hoje (15), De Bona e seu assessor jurídico, Alex Paul, esclareceram que de acordo com o Código Processual Civil, no artigo 447, podem depor como testemunhas todas as pessoas, exceto as incapazes, impedidas ou suspeitas, ou seja, o inimigo da parte ou o seu amigo íntimo são considerados suspeitos.

Ouça a entrevista completa realizada com o vereador e seu assessor para o programa Comando Marconi:

 

Fabiano disse que o ex-diretor do Samae, Vanderlei Marcírio (Deco), é seu amigo e que todos sabem que Deco o ajudou durante sua campanha política em Urussanga. Diante do inquérito instaurado pela Polícia Civil, o vereador foi intimado a depor na tarde de hoje. O assessor do parlamentar frisou que um inquérito policial pode ser aberto a qualquer momento, e que significa que a pessoa é apenas suspeita e que não quer dizer que a mesma está sendo condenada ou que cometeu o fato ou não. “Agora é só um momento de esclarecer os fatos e acredito que vai ser esclarecido e dado a resposta à sociedade”, afirmou Paul. De Bona também se pronunciou a respeito da situação durante a sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira, dia 14.

Confira abaixo o seu pronunciamento: 

No dia 30 de agosto, compareci a delegacia de polícia como testemunha do inquérito policial sobre a denuncia de peculato e embriaguez ao volante do ex-diretor do Samae, Vanderlei Marcírio. Após ser advertido a falar a verdade, como de praxe nos depoimentos, embora achasse desnecessário porque falar a verdade não pode ser uma opção, deve ser um compromisso, compromisso esse que fiz e refaço todos os dias, fui questionado pelo delegado se tinha relação de amizade com o indiciado, que de pronto respondi que sim, porque todos sabem que ele trabalhou na minha campanha política, e foi presidente do meu partido PSDB. Então fui informado que diante dessa afirmação, e por lei, meu depoimento poderia ser usado como prova testemunhal ou declaração. Ainda que usado por declaração, varias perguntas me foram feitas, algumas inclusive, que na minha interpretação não eram inerentes a denúncia em questão. Respondi a todas absolutamente com a verdade, o depoimento foi gravado e eu fui dispensado. Me causou muita estranheza a declaração do delegado em afirmar que eu pedi para ser descompromissado de falar a verdade, mais estranheza ainda a entrevista do mesmo à Rádio Marconi em dizer que não colaborei com a investigação. Então para que serviriam todas aquelas perguntas e respostas? Mas não vejo problema nenhum em comparecer na delegacia quantas vezes forem necessárias, porque dizer a verdade nunca me causou desconforto. Inclusive fui procurado pelo oficial técnico do Samae, pelo prefeito em exercício Jair Nandi e pelo pastor da igreja Assembléia de Deus, que também tomou providências a respeito da denúncia, e respondi a todos da mesma forma, que fizessem o seu trabalho, e que ainda que fosse possível, eu não interferiria.

Da Redação