A paralisação dos servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da região Sul do Estado iniciou às 6 horas de hoje (07). A greve é por tempo indeterminado, porém cerca de 50% do efetivo continuará com os atendimentos normais. Os trabalhadores reivindicam o cumprimento dos direitos da categoria, que não vêm sendo cumpridos há algum tempo. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos em Serviço de Saúde (Sindisaúde), Cleber Ricardo da Silva Cândido, os funcionários do Samu estão há quatro anos sem reajuste salarial, sem férias e com Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) atrasado desde o final do ano passado. Além disso, Cleber acrescentou que o Samu apresenta sucateamento dos equipamentos e precarização dos trabalhos.

A greve era para ter iniciado na última quarta-feira, dia 1° (leia mais aqui), porém, conforme o presidente, o Ministério Público interveio e foi necessário adiar a paralisação. De acordo com Cleber, a única proposta feita pela empresa que administra o Samu, a OZZ Saúde, foi o pagamento de 4% dos valores atrasados, porém foi rejeitada pelos trabalhadores. “O estado mais um vez lavou as mãos e disse que não é problema deles, que é responsabilidade da OZZ, só que sabemos a OZZ foi contratada pelo estado para tocar esse serviço do Samu”, afirmou o presidente do Sindisaúde.

Cleber Ricardo deu mais detalhes sobre a paralisação do Samu no Sul do Estado em entrevista ao Comando Marconi. Ouça na íntegra:

 

Da Redação