A optometria é a área responsável por cuidar da visão humana, verificando possíveis problemas como miopia, astigmatismo, presbiopia, estrabismo e outros. A optometrista Camila Frozi explica que o profissional do ramo não realiza procedimentos invasivos, ou seja, não são utilizados medicamentos para dilatação da pupila ou tratamentos de patologias que são da área de oftalmologia.

Ao se consultar com um optometrista, o especialista irá buscar entender o porquê o paciente se encontra ali. “Vou dar um exemplo: eu estou conversando com a pessoa e ela tem os olhos extremamente retos e alinhados, eu não faço o exame de estrabismo. Ou a pessoa chega ali, não fala nada de estrabismo, mas eu já vejo que ela tem um pequeno desvio, eu já vou um pouco mais a fundo naquilo ali”, explica Camila sobre os procedimentos iniciais realizados.

“Uma pessoa que enxerga bem de longe e não enxerga de perto é o presbita normalmente, ou tem graus positivos que a gente chama de hipermetropia. As pessoas que não enxergam de longe, mas enxergam de perto, chamamos de miopia, que é aquela visão embaçada para longe”, esclarece a optometrista. Além disso, Camila acrescenta que as pessoas que não enxergam nem o longe e nem o perto possuem astigmatismo, que pode estar acompanhado com outro problema. Essas deficiências são corrigidas com o uso de óculos de grau ou lentes.

Confira mais detalhes na entrevista completa com a optometrista Camila Frozi para o programa Ponto de Encontro:

Parte 01

 

Parte 02

 

Com a pandemia da Covid-19 e a necessidade de trabalhos e aulas on-line, o uso excessivo de celulares e computadores fizeram com que os olhos ficassem mais cansados. Camila afirma que o problema de vista cansada também pode ser resolvido com o uso de óculos. Porém, a luz de celulares, computadores e televisões pode fazer com que as pessoas desenvolvam deficiências nos olhos, como a miopia. “Isso acontece mais entre crianças e adolescentes”, acrescenta. A optometrista explica que ao ficar muitas horas em visão de perto, o cérebro acaba desaprendendo em enxergar as coisas para longe, causando a miopia.

Existem diversas composições do colírio, o que influencia na hora do oftalmologista receitar algum tipo para o paciente. Um dos principais problemas vistos é a automedicação que as pessoas possuem. Camila exemplifica que existe tipos diferentes que servem para os mais variados e distintos tratamentos. Por exemplo, colírio para alergia, coceira, sensação de areia nos olhos e infecções como a conjuntivite. Por isso, é necessário sempre se consultar em algum profissional para saber qual o melhor caminho a seguir no tratamento de determinado problema.

A optometrista Camila Frozi está presente nas redes sociais: Instagram e WhatsApp.