A dependência química são as consequências físicas, mentais e sociais relacionadas ao uso de alguma substância, seja ela ilícita ou não. De acordo com a psiquiatra doutora Fernanda Bora, essas substâncias agem diretamente na área do cérebro relacionada a prazer e a recompensa. “Faz com que ela aja diferente do que em outras situações, outras memórias. Ela faz uma ativação diferente, faz com que o cérebro se habitue com aquilo e goste muito daquela ativação, o que é anormal”, explica. Conforme Fernanda, existem algumas classes de substância que podem gerar esse vício, como: álcool; cafeína; maconha; alucinógenos; inalantes; medicamentos como sedativos, opioides, hipnóticos e ansiolíticos; estimulantes e o tabaco.

“O dependente químico apresenta uma dependência física, emocional ou psíquica pelo consumo da substância. É uma doença crônica, ele se torna portador de uma doença crônica que afeta diversas áreas na vida, pode afetar a vida com os amigos, com a família, o profissional… E na maioria das vezes ele não consegue reconhecer o prejuízo que essa substância está fazendo na vida dele”, comenta. A profissional também esclarece que existem graus de uso, como o experimental, o recreativo e o nocivo. No primeiro, a pessoa apenas experimenta a substância. No segundo, a pessoa utiliza ela eventualmente, mas sem rotinas. Já no terceiro, a pessoa possui mudanças de comportamento, desenvolvendo a dependência.

A psiquiatra Fernanda Bora participou do programa Ponto de Encontro e explanou mais sobre a dependência química em entrevista. Ouça na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Conforme a doutora Fernanda, existem grupos que caracterizam os critérios de diagnóstico em um dependente químico. “Temos o grupo da dificuldade de auto-controle, que é quando a pessoa acaba se esforçando uma quantidade de vezes maior para o uso da substância; acaba tendo um esforço mal sucedido em reduzir essa substância ou parar de descontinuar o uso; acaba também gastando muito tempo para obter e usar essa substância, ou muito tempo para passar os efeitos, como uma ressaca, demorando para a pessoa se recuperar e voltar; e pode também contar com a fissura, que é aquele desejo incontrolável do uso”, explica. Além disso, os prejuízos sociais são observados, como a pessoa não conseguir cumprir com as obrigações, seja do trabalho, dos estudos ou de casa.

Foto: Reprodução / Internet

De acordo com a psiquiatra, as síndromes de abstinência são um conjunto de sintomas nos quais podem apresentar a falta de ar, sensações de infarto, aumento da frequência cardíaca, tremores, insônia, agitação psicomotora, ansiedade, vômitos, alucinações, convulsões e outros. Além disso, conforme Fernanda, algumas pessoas utilizam drogas, como a maconha por exemplo, com o intuito de aliviar outros problemas psicológicos, como a ansiedade. Porém, muitas vezes este uso pode agravar o quadro de saúde mental da pessoa, como o aumento de episódios de crises de ansiedade e de pânico.

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Saúde e bem-estar

O programa Ponto de Encontro apresenta diariamente temas relacionados a saúde, equilíbrio, bons hábitos e qualidade de vida. Jair de Ávila recebe médicos e outras personalidades no estúdio para esclarecer assuntos e tirar dúvidas dos ouvintes.

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