O Transtorno Afetivo Bipolar é a alteração mental que causa mudanças de humor em uma pessoa. Essas mudanças oscilam em dois polos: o depressivo e o de mania. No polo mais baixo, o depressivo, a pessoa sente tristeza profunda. Já em um episódio de mania, a pessoa se sente eufórica, uma energia maior com a auto estima inflada. A psiquiatra Fernanda Bora explica que uma a cada sete pessoas é acometida pelo transtorno bipolar. “Quando a gente fala de bipolaridade é que a pessoa tem a possibilidade de transcorrer entre esses dois polos: o polo negativo, lá para baixo, e o polo de mania, lá para cima ou ficar no meio deles”, esclarece.

“O quadro eufórico cursa, não só com esse humor elevado, como em outros sintomas juntos. Tem a questão do sono, a pessoa reduz muito a quantidade de sono, então ela dorme duas, três, quatro horas por noite e acorda se sentindo bem. A pessoa tem o que a gente chama de pressão de fala: ela começa a falar e a outra pessoa não consegue conversar com ela, tem que esperar ela respirar para conseguir perguntar alguma coisa. É uma pessoa que começa a falar e não para mais, ela não tem interrupções, vai normalmente trocando de assuntos, é como se o pensamento pulasse de galho em galho, e não termina o assunto”, comenta Fernanda.

A psiquiatra esclarece que esse tipo de aceleramento dos pensamentos também reflete no corpo, já que a pessoa vai se agitar mais, tendo mais energia. Consequentemente, essas pessoas com mais energia se envolvem em atividades consideradas excessivas, como por exemplo, limpar a casa durante a madrugada ou realizar ações que antes não fazia. Além disso, o bipolar pode apresentar maiores distrações, como decidir fazer algo, e observar alguma coisa e já se distrair e se esquecer do que ia fazer. “Isso vai cansando a mente, ela vai sentindo a mente ficar cansada, porque é como se a mente estivesse acelerada num todo, o corpo acelerado num todo, e isso vai desgastando a nossa energia”.

A psiquiatra Fernanda Bora fala mais sobre o assunto durante entrevista no programa Ponto de Encontro. Confira:

Parte 01

 

Parte 02

 

Fernanda explica que relacionado ao transtorno bipolar a hereditariedade é forte para o diagnóstico. “Se tem um familiar de primeiro grau, que tem transtorno bipolar diagnosticado, as chances de uma pessoa ter é de 10%. Se existe dois familiares de primeiro grau, as chances já vão para 70%”, afirma. Porém, não são todos os casos em que há essa possibilidade, a psiquiatra ressalta que é necessário realizar investigações junto ao paciente nas consultas.

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Saúde e bem-estar

O programa Ponto de Encontro apresenta diariamente temas relacionados a saúde, equilíbrio, bons hábitos e qualidade de vida. Jair de Ávila recebe médicos e outras personalidades no estúdio para esclarecer assuntos e tirar dúvidas dos ouvintes.

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