O Parkinson é uma doença neuro-degenerativa. A médica geriatra Sandra Grijó Búrigo explica que as doenças neuro-degenerativas são aquelas no qual ocorrem a destruição de neurônios por uma causa desconhecida. Muitas vezes as pessoas confundem o Parkinson com o Alzheimer. No entanto, o Parkinson tem como sintomas a dificuldade motora, ou seja, o tremor, lentidão, rigidez e dificuldade. Já o Alzheimer afeta as ações cognitivas, que são a memória, raciocínio, cálculo e orientação.

Além da coordenação motora, o Parkinson causa outros problemas, como a depressão, ansiedade, constipação, problemas de sono e outros. “O que se sabe é que a causa da neuro-degeneração, que é a destruição de neurônios, são multifatoriais, não tem só um motivo. As vezes tem uma genética que não é tão favorável, tem um estilo de vida que também não foi tão favorável ao longo da vida, as vezes um baixo raciocínio clínico, poucos anos de escolaridade, tabagismo, sedentarismo, comorbidades não controladas, pressão e diabetes fora de controle. O Parkinson tem alguma relação também a exposição de inseticidas, uso de drogas…” explica Sandra.

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Parte 01

 

Parte 02

 

A geriatra explica que quando uma pessoa é diagnosticada com Parkinson, estima-se que já tenha se perdido de 50% a 80% dos neurônios. “Infelizmente não tem uma maneira da gente descobrir o pré-clínico, que são os pré-sintomas. Existem alguns sintomas muito sugestivos… uma constipação é muito importante, distúrbios do sono REM”, esclarece Sandra. No sono REM, a pessoa que possui Parkinson acaba vivendo o sonho, ou seja, fica mais agitado enquanto está dormindo. A anomia também é uma das características que alguém diagnosticada com a doença pode ter, que é a dificuldade de sentir o cheiro das coisas.

O principal diagnostico do Parkinson é a bradicinesia, que é a lentidão dos movimentos. “A pessoa quer fazer um movimento, mas ela tem uma evitação que as vezes a gente não consegue entender para quem é leigo. Ela quer levantar mas ela faz um balanço para levantar duas, três vezes para sair da cadeira”, comenta a geriatra. Sandra explica que o tremor do Parkinson é unilateral, ou seja, um lado sempre tremerá mais do que o outro. Após feito o diagnóstico, é necessário fornecer a dopamina ao paciente. “Obrigatoriamente o tratamento tem que passar pela reposição de dopamina, que é feito geralmente com duas medicações: ou o Pramipexol, que não é o melhor delas, ou a Levodopa”, afirma.