O processo de reciclagem e a diminuição do consumo de resíduos são amplamente discutidos em órgãos ambientais e entre voluntários. Na última segunda-feira (17) foi celebrado o Dia Internacional da Reciclagem. Alguns hábitos considerados simples podem auxiliar na separação dos resíduos e consequentemente na coleta seletiva. Além disso, atitudes como utilização de caixas de papelão para colocar compras de supermercados ao invés de sacolas plásticas e a maior conscientização sobre o separo correto de resíduos ajudam ao meio-ambiente neste quesito.

“Nos faz refletir sobre alguns aspectos da nossa vida, no nosso dia a dia, o que nós consumimos, de que maneiras nós lidamos com o consumo e com o desperdício. Lidar com o desperdício, lidar com o que consumimos, o reaproveitamento e o recolhimento de sobras não é algo novo, já é algo que está presente na nossa vida em diversos momentos da história da humanidade”, comentou o professor Mário Ricardo Guadagnin, mestre em Geografia e doutor em Ciências Ambientais. O especialista completou que a cadeia de reciclagem possui um papel crucial no contexto ambiental, social e econômico. “É uma base de um dos pilares que dá conta dos três eixos da sustentabilidade”, afirmou.

Confira a entrevista completa realizada no programa Ponto de Encontro:

Parte 01

 

Parte 02

 

Mário afirmou que é necessário valorizar mais as pessoas que sobrevivem do trabalho da coleta seletiva e da reciclagem. “A reciclagem, do ponto de vista do contexto social, é geradora de emprego e de renda. No ponto de vista econômico, é a utilização de matéria prima e também a geração de emprego e renda”, pontuou. Além disso, o ato de reciclar traz benefícios a toda sociedade.

O professor também explicou que o volume de lixo gerado por uma pessoa, possui ligação direta com a questão socioeconômica. “A renda condiciona o consumo, que condiciona o descarte. Em períodos de crise econômica, como a que estamos vivendo agora, por exemplo, a nossa geração de resíduos aqui em Santa Catarina oscila entre 750 gramas a 1 quilograma”, ressaltou. Somados a isso, Mário reafirmou que o consumo e consequentemente a geração de lixo depende também de cada cultura e das questões sociais de cada grupo de pessoas.