A geriatria é o ramo da medicina em que se acompanha a saúde de idosos, prevenindo ou tratando de doenças ou comorbidades que são geradas em pessoas com o avançar da idade. No Brasil, uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos de idade, porém isso não é motivo para que não seja procurado cuidados com o envelhecimento antes da idade. Há diversos fatores que auxiliam no equilíbrio que envolve o envelhecer de forma saudável.

A médica geriatra Maria Fernanda Cizeski, formada pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, participou do programa Ponto de Encontro. A especialista falou sobre a área, importância dela e tirou dúvidas a respeito da geriatria. Confira:

Parte 1

 

Parte 2

 

Como ter um envelhecimento saudável? 

Segundo a geriatra, é necessário verificar como está o paciente no momento: a rotina, medicações, sono, humor, realização de atividades físicas e outros fatores. “Isso tudo em equilíbrio envolve um envelhecer saudável. Se isso não está em equilíbrio a gente não vai conseguir ter um envelhecimento com saúde. Então por isso que a gente analisa todas essas questões também de alimentação, atividades físicas… que é tão preconizado e bem enfatizado, é isso mesmo o envelhecer. O envelhecer envolve todas essas abordagens de uma maneira mais crítica e mais adequada para determinada idade”, explica Maria Fernanda.

Como evitar problemas de memória?

Manter-se ativo é fundamental. Ler livros, acessar a internet, jogos de cartas, realizar trabalhos de artesanato, crochê, desenhos, palavras-cruzadas e outras atividades ajudam a manter a memória ativa. “Se tu não consegue se manter ativo você vai ter interferência na qualidade de vida”, ressalta a geriatra sobre a importância das atividades para a memória, pois a perda dela interfere diretamente na qualidade de vida. Maria Fernanda também explica que pequenos esquecimentos do dia a dia não necessariamente são fatores preocupantes, ou seja, se a pessoa esqueceu o lugar em que colocou a chave significa que ela não prestou atenção no ato. No entanto, ter esquecimentos de algo que é habitual já é incomum, por exemplo: se a pessoa frequentava todo dia o mesmo local por 20 anos e de repente ela esquece o caminho para aquele tal lugar, isso já interfere na qualidade de vida. A especialista explica que a perda de memória não está diretamente ligada a idade.

E o Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que faz com que a pessoa tenha a perda de algumas funções cognitivas, como a memória e atenção. A forma como familiares e terceiros devem lidar com quem tem a doença é importante. “Geralmente a doença envolve muito mais a abordagem do familiar do que o paciente propriamente dito”, afirma Maria Fernanda. A doutora ainda acrescenta que o paciente tem muitos sintomas comportamentais, por exemplo: sair de casa alegando que a casa não é dele; acordar para ir trabalhar sendo que faz 30 anos que não trabalha; pedir para comer após minutos de ter se alimentado e outros. Esses fatores causam aflição aos familiares que convivem com ele.

Existem pontos na abordagem realizada pelos terceiros que devem ser analisados. “O idoso precisa confiar naquele familiar. O cérebro dele muitas vezes diz que ele não conhece aquela pessoa que está o dia todo com ele”, explica. Maria Fernanda ressalta que é necessário entrar no “mundo” da pessoa que sofre com a doença, o conflito entre outras pessoas e o idoso pode gerar ainda mais confusão na cabeça de quem sofre.

O que é Parkinson?

O Parkinson também é uma doença neuro-degenerativa que causa a lentificação dos movimentos e com o passar do tempo pode gerar os tremores, a doença não tem relação com o Alzheimer. Ela pode estar relacionada a genética da família, mas não necessariamente quer dizer que todos os filhos de quem possui vão ter também. A especialista esclarece que os tremores presentes no Parkinson possuem tratamento, já que esse sintoma é devido a deficiência de dopamina, que causa as lentificações dos movimentos gerando os tremores, engasgos e até alucinações visuais.

Agende uma consulta com a geriatra Maria Fernanda

  • Policlínica AAPIU – Urussanga: (48) 3465-2248 ou (48) 9 9801-4747;
  • Espaço Longevittà – Criciúma: (48) 3438-2964.