A depressão é um transtorno mental que, geralmente, está associado a tristeza persistente e a falta de prazer em realizar atividades do cotidiano. No Brasil, cerca de 38 milhões de pessoas são diagnosticadas com depressão. Os sintomas depressivos podem fazer parte de algumas doenças psiquiátricas. A genética, vivência e traumas pessoais, uso de substâncias como álcool e drogas, atividades estressantes do cotidiano, sedentarismo e outros fatores podem influenciar direta e indiretamente nos sintomas depressivos.

De acordo com a psiquiatra Fernanda Bora, os sintomas depressivos são constantes e se manifestam por mais de duas semanas. Os sinais mais comuns são o humor deprimido, a sensação de tristeza persistente, a anedonia (perda da capacidade de sentir prazer em atividades), alteração no sono, seja o aumento ou a redução dele, mudanças no apetite, modificações na concentração da pessoas, como a lentidão ou agitação e pensamentos suicidas, de autodepreciação, de culpa e inutilidade. “Sempre importante a gente lembrar que essas doenças têm que cursar uma mudança de estilo de vida e essa mudança pode vir com medidas não medicamentosas e também medidas medicamentosas, e outros fatores”, comentou a especialista.

Não necessariamente é preciso realizar o uso de medicamentos para o tratamento da depressão. A médica explica que a abordagem é feita de acordo com o diagnóstico do paciente. Fazer o tratamento medicamentoso auxilia no regulamento dos neurotransmissores que estão agindo de forma errônea no cérebro, para que a sensação de prazer e felicidade volte novamente. O tempo do tratamento com medicamentos também depende do paciente e do diagnóstico dele. Além disso, o organismo da pessoa pode influenciar na escolha dos medicamentos, como também a própria pessoa e o quanto ela se compromete nas mudanças que são necessárias no transtorno depressivo.

A especialista esclarece que há algumas atividades que podem contribuir para evitar um episódio depressivo. Por exemplo, realizações de atividades físicas, exposição à luz solar por pelo menos meia hora todos os dias para a transformação da serotonina (um dos hormônios da felicidade), uma alimentação saudável e menos inflamatória, estimulação de relações afetivas e outros.

Confira a entrevista completa com a psiquiatra Fernanda Bora no programa Ponto de Encontro. A doutora explicou sobre a depressão e esclareceu as principais dúvidas dos ouvintes sobre o assunto. Ouça:

Parte 1

 

Parte 2

 

A família e os amigos também podem ajudar a pessoa que está passando por momentos relacionados à depressão. A construção das relações afetivas, seguras e saudáveis contribuem na questão do isolacionismo da pessoa. O paciente sente que conta com o apoio e suporte dos que estão a sua volta, a família também pode ajudar buscando um profissional para acompanhamento e orientação. De acordo com Fernanda, os terceiros podem identificar alguns sinais relacionados aos sintomas depressivos de algum conhecido, como: a pessoa estar se isolando dos demais, dormindo mais que o habitual, apresenta um olhar “vazio”, não possui projeção e ambições para o futuro, está se desfazendo de coisas que eram valiosas e possuíam valor sentimental e outros indícios.

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A Dra. Fernanda Bora está presente nas principais redes sociais: FacebookInstagram WhatsApp.

Saúde e bem-estar

O programa Ponto de Encontro apresenta diariamente temas relacionados a saúde, equilíbrio, bons hábitos e qualidade de vida. Jair de Ávila recebe médicos e outras personalidades no estúdio para esclarecer assuntos e tirar dúvidas dos ouvintes.

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