Os Centros de Formação de Condutores (CFC) dos municípios de Urussanga, Cocal do Sul, Orleans, Morro da Fumaça e Lauro Müller são afetados com a falta de avaliadores para as provas práticas. O proprietário do CFC Guollo, em Cocal do Sul, Rafael Guollo, formalizou uma denúncia ao Ministério Público contra o Detran devido a falta de pessoas para avaliar a prova dos alunos que estão em busca da carteira de motorista. Por ter poucas pessoas que são responsáveis pela avaliação nas cinco cidades, os alunos passam meses aguardando a data do exame.

Guollo explica que há na região seis pessoas aptas para realizar os testes, porém, por serem policiais civis e agregarem outras funções, não conseguem exercerem todas as demandas. “A gente compreende sim, mas a gente também imagina que diante da atual circunstância deve haver ações para diminuir essa fila pelo menos para atender a população que está aguardando ansiosamente”, comenta.

“Devido a demora da realização da prova, existe além do prejuízo financeiro, um prejuízo de qualificação. O aluno que aguarda ai três, quatro, cinco até setes meses em alguns casos, ele perde a prática e futuramente, quando ele vai exercer a direção do seu veículo, ele com certeza vai estar prejudicado, pela falta de prática”, ressalta Guollo.

Ouça a entrevista completa com Rafael Guollo para o programa Comando Marconi:

 

O delegado da Polícia Civil de Urussanga, Ulisses Gabriel, afirma que já entrou em contato com o delegado regional, Vitor Bianco Júnior, para solicitar a realização de uma força-tarefa para diminuir o número de pessoas que estão na fila de espera. “Nós observamos que às vezes a auto escola leva a culpa. O cidadão procura a auto escola e as pessoas não sabem, na verdade a culpa é nossa, do setor público, a culpa por essa situação, a falta da prestação de serviços qualificados é culpa do estado”, comenta o delegado.

Confira a entrevista completa com Ulisses Gabriel para a Rádio Marconi:

 

Veja o documento oficial que a Autoescola Guollo formalizou aqui

Da Redação