Visando conscientizar a população para não dar esmolas aos moradores em situação de rua ou aqueles que pedem dinheiro nas sinaleiras, a Secretaria de Assistência Social e Habilitação de Criciúma escreveu cartazes de papelão informando sobre a ação. A iniciativa é liderada pelo secretário Bruno Ferreira e tem como objetivo chamar a atenção das pessoas sobre os recursos que o município oferece a esses moradores, ao invés de dar esmolas.

“Utilizamos a mesma forma de “publicidade” para que todos entendam que dar esmolas não ajuda, pode até amenizar por um tempo, mas o problema irá persistir. Precisamos dar encaminhamentos e atender esta população. Temos equipamentos que oferecem alimentação, estadia e também fornecemos passagens para aqueles que queiram voltar à sua cidade de origem, além de toda assistência necessária”, explicou o secretário, acrescentando que mais de 5 mil panfletos educativos foram distribuídos para reforçar a campanha.

A ação foi realizada no final de semana em semáforos da Avenida Centenário utilizados para solicitar esmolas. Além da equipe que fazia abordagens educativas, um carro de som circulou nas proximidades reforçando ainda mais a iniciativa. “Certamente iremos repetir esta e outras ações para desfazer a prática na cidade e mostrar que o caminho não é dar esmola e sim encaminhar para a assistência social”, concluiu o secretário.

O secretário participou do programa Comando Marconi e falou sobre a iniciativa desenvolvida no município criciumense. Bruno explicou os motivos que levaram a decisão de desenvolver o tipo de publicidade e os resultados alcançados até o momento. Ouça:

 

 

Ferreira explicou que a secretaria via a necessidade de realizar campanhas diferentes e que realmente ajudassem na questão da doação de esmolas. Certa vez, observou um rapaz que estava pedindo ajuda na sinaleira com um cartaz de papelão. O homem informava que estava desempregado e procurava por uma vaga, ele também vendia balas de goma na sinaleira. Ao abordar o rapaz, Ferreira descobriu que o homem recebia mais renda com a propaganda com o cartaz do que com as vendas das balas, isso fez com que a iniciativa do uso do material surgisse. O rapaz foi auxiliado pela equipe de Assistência Social após a abordagem.

Colaboração: Simone Costa / Assessoria de Comunicação