A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. A doença é transmitida de pessoa para pessoa através da tosse, fala ou espirro. Os sintomas são tosse por mais de três semanas, suor noturno, emagrecimento, falta de apetite e fraqueza.

O presidente da Associação Catarinense de Pneumologia e Tisiologia (ACAPTI), Dr. Fábio José Fabrício De Barros Souza, falou sobre os sintomas, o diagnóstico e os tratamentos no Ponto de Encontro. Ouça a entrevista completa clicando no player abaixo:

 

No Brasil, a doença é um sério problema de saúde pública, com profundas raízes sociais. A epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes tornam o cenário ainda mais complexo. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem por tuberculose no mundo, e a doença leva mais de um milhão de pessoas a óbito anualmente. A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante para a saúde pública, principalmente a forma positiva à baciloscopia, pois é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença.

Como a tuberculose é transmitida?

A tuberculose é uma doença de transmissão aérea e se instala a partir da inalação de aerossóis oriundos das vias aéreas, durante a fala, espirro ou tosse das pessoas com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea), que lançam no ar partículas em forma de aerossóis contendo bacilos.

Calcula-se que, durante um ano, em uma comunidade, um indivíduo que tenha baciloscopia positiva pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas.

Bacilos que se depositam em roupas, lençóis, copos e outros objetos dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, não têm papel importante na transmissão da doença.

A tuberculose não se transmite por objetos compartilhados, como talheres, copos, entre outros.

Com o início do tratamento, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento, ela se encontra muito reduzida.

No entanto, o ideal é que as medidas de controle sejam implantadas até que haja a negativação da baciloscopia, tais como cobrir a boca com o braço ou lenço ao tossir e manter o ambiente bem ventilado, com bastante luz natural.

O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar possibilita a dispersão das partículas infectantes. Por isso, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco de transmissão.

Quais são os sintomas da tuberculose?

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo sintomático respiratório, que é a pessoa com tosse por três semanas ou mais, seja investigado para tuberculose. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como:

  • Febre vespertina
  • Sudorese noturna
  • Emagrecimento
  • Cansaço/fadiga

IMPORTANTE: caso a pessoa apresente sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.

Criciúma realiza ação no Dia Mundial de Combate à Tuberculose

Pensando em conscientizar a população e desmistificar a tuberculose, a Secretaria de Saúde de Criciúma, fará uma série de postagens orientativas sobre a doença: o que é, sintomas, prevenção e os tratamentos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As publicações estarão no Instagram e no Facebook: saudecriciuma, a partir desta quarta-feira (24), data alusiva ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

“Mesmo que estamos no meio de uma pandemia, é fundamental ter cuidado com outras doenças, como a Tuberculose. A campanha é uma forma de fornecer informações para a população e prevenir novos casos. Em 2020, Criciúma teve 73 casos da doença, sendo que foi uma média de cinco casos mensais. Além disso, o nosso relatório apontou que 87% dos diagnósticos foram de novos casos”, frisou o secretário municipal de Saúde, Acélio Casagrande.

Tratamentos disponíveis

O tratamento para a doença é ofertado pelo Ministério da Saúde de forma gratuita. A pessoa infectada deve receber a medicação todos os dias por meio de uma equipe de saúde do seu bairro, no período mínimo de seis meses. A entrega dos medicamentos é feita, inclusive, nos finais de semana e feriados pelos agentes comunitárias de saúde (ACS). O método é conhecido como Tratamento Diretamente Observado (TDO).

“No primeiro ano de vida, é obrigatório imunizar as crianças ou, no máximo, até os quatro anos. É importante, ainda mais nesse momento, evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, mal ventilados e sem iluminação solar”, acrescentou o secretário.

Colaboração: Ana De Mattia / Assessoria de Comunicação