Há muitos anos março é considerado o mês da mulher e, por isso, tornou-se também um momento propício para alertar sobre o risco de uma das doenças responsáveis por causar tantas mortes anualmente.

A campanha “Março lilás” nasce com o objetivo de conscientizar a população sobre a atenção e combate ao câncer de colo uterino. Conscientizar as mulheres sobre a importância de fazer o exame de prevenção ao câncer de colo uterino, mais conhecido como Papanicolau é um dos objetivos da campanha.

Para falar sobre o assunto, o programa Ponto de Encontro conversou com a Dra. Bianca Bez Batti de Pellegrin, ginecologista e obstetra. Ouça a entrevista:

Parte 01 

 

Parte 02

 

O exame preventivo (Papanicolau ou colpocitologia oncótica) consiste na coleta de células da região do colo uterino para identificar alguma lesão precursora de câncer, que é o terceiro tumor mais frequente na população feminina e a quarta causa de óbito por câncer nessa população, segundo o instituto Nacional de Câncer (Inca).

Esse tipo de câncer tem cura e é facilmente prevenível. Ele é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV (chamados de tipos oncogênicos).

A infecção genital por esse vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer. Essas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo e são curáveis quase na totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica desse exame.

A transmissão da infecção ocorre por via sexual, presumidamente por meio de abrasões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. Consequentemente, o uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) durante a relação sexual protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.

A vacinação e a realização do exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção desse tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada, deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV.

A Dra. Bianca Bez Batti de Pellegrin também está presente nas redes sociais: Facebook e Instagram.

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