O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que causa perda das funções cognitivas, como a memória, atenção, linguagem, orientação espacial e outros. No mundo todo, a doença afeta 44 milhões de pessoas. Quem faz a avaliação adequada do paciente é o médico neurologista ou o psiquiatra. A família deve ficar atenta aos sintomas e aos sinais que a pessoa possa vir a ter, para buscar o diagnóstico o quanto antes.

De acordo com o psicólogo Alex Cambruzzi, há três estágios do Alzheimer: o inicial, no qual os sintomas são leves como o esquecimento, a dificuldade de focar em novos aprendizados e ações repetitivas; o moderado, onde a pessoa esquece o nome das pessoas próximas, apresenta dificuldades na higiene pessoal, mudanças de humor, não se lembra de como cozinhar, esquece de se alimentar, aonde está ou onde mora; e o avançado, em que há o prejuízo gravíssimo da memória, é a fase que o paciente mais costuma adoecer, podendo desenvolver ainda incontinência urinária e fecal.

Confira a explicação completa do especialista no quadro Saúde Emocional:

 

Segundo o profissional, os pacientes no estágio leve precisam ter a memória estimulada, como praticar a leitura, conversar com as pessoas, jogar, realizar atividades em conjunto e outros exercícios. A família e pessoas que acompanham o paciente precisam de muita paciência, pois às vezes a pessoa necessita de algo, mas não consegue formalizar o pedido. O afeto nestes momentos é essencial. Durante uma crise, os familiares precisam usar frases curtas e compreensíveis para que o paciente entenda. É necessário evitar o máximo possível o confronto ou mandar a pessoa parar em momentos de crise. A abordagem incorreta poderá deixar a pessoa mais agitada.